domingo, 4 de dezembro de 2016

A ÉTICA EM SOCIEDADE E A POLÍTICA ANTIÉTICA

Sempre que o ser humano se depara com uma situação que expõe seus valores e exige uma reflexão mais profunda sobre seus princípios, reavaliando seu comportamento e sua postura social como o melhor não só para ele mesmo, mas o melhor para todos os outros, condiz com a atitude de um cidadão ético; mas quando as ações advindas das decisões apresentam consequências danosas na vida de outras pessoas, com o intuito de tirar vantagem, de ludibriar, de sufocar o direito do outro, se age de maneira antiética.

Estamos diante de um quadro atual onde muitas vezes prevalece a lei do vale tudo, do jogo sem regras e que vença o melhor, o mais astucioso e preparado, numa disputa de interesses onde os riscos parecem não existir e o escrúpulo não deixa de ser uma palavra insignificante ou que não vale a pena ser pensada. Assim é a ética numa sociedade corrompida, um termo genérico, sem eficácia e em desuso por aqueles que usam máscaras e fazem uso do sistema público a bel prazer, dissimulando, traindo e agindo de modo escuso.

É muito comum e corriqueiro o uso da palavra ética para sinalizar atos de decência, de honestidade e de bons modos, quando os atos apresentam repercussão de um ser humano preocupado com o outro, e que tem total consciência de suas responsabilidades na vida de outros seres humanos. Também é comum nos deparamos cotidianamente com ações consideradas antiéticas que simplesmente desmoralizam e propagam a degradação do homem.

A sociedade está envolvida em dilemas que exigem uma postura ética ou antiética, portanto uma decisão, e que põe em jogo o caráter e a reputação individual. Uma decisão ética não é fácil, porém é o que ainda sustenta uma sociedade nos padrões aceitáveis de civilização, é o que torna o homem mais humano e abnegado, cujos preceitos morais são responsáveis por conduzi-lo com honra, numa sociedade onde os princípios éticos e morais às vezes são censurados como bobagem e tolice, como um conjunto de regras insignificantes. 

O homem é portanto, corrupto por natureza? Ainda existe ética no meio social ou tudo não passa de regras que podem ser quebradas? Por que muitas pessoas ainda defendem a corrupção como um meio legal e cabível a todos que estão no poder? São perguntas que agitam a mente e geram discussões controversas.

Considero um verdadeiro pecado, o ser humano se tornar indiferente à falta de ética, uma vez que o comportamento social é determinante para uma relação harmônica e pacífica entre todos os homens. Como seria um mundo onde o respeito, a honestidade, a tolerância e a decência não existissem, subsistindo a indecência, a improbidade e o egoísmo? Atrevo-me a dizer que caminharíamos para o caos e a ruína da humanidade.

Muitas vezes reclamamos sobre a postura daqueles que elegemos e que fomos responsáveis por sua presença no poder acusando-os de corruptos e de tantos outros termos depreciativos para expulsarmos tamanha indignação que nos sufoca, mas não refletimos sobre nossa própria postura social, política e humana.

O que quero dizer é que não basta somente reclamarmos e o uso generalizado de impropérios e insultos contra aqueles “homens corruptos” que buscam corromper a maioria da camada social comprando a dignidade que o cidadão nutre dentro de si. O que precisa ser pensado é que quando a pessoa desvia seus atos da moral e dos valores éticos, ela também é corrupta ou se caminha para um processo de corruptibilidade; e aí ela perde o direito de reclamar contra o corrupto que está no poder, pois suas atitudes se tornam coniventes com o princípio da desonestidade e da injustiça.

Aceitar suborno ou subornar, trocar o voto por qualquer objeto, violar leis para obter algo de valor, sonegar imposto, furar fila, e etc. são algumas das atitudes vergonhosas que exibem o caráter de alguém que falte com ética na sociedade. Significa que quando o cidadão falta com a ética no seu meio e se corrompe, ele perde o direito de reivindicar, porque sua condição se concilia e se iguala ao do “corrupto”. Todavia isso não significa acreditar que todos os homens são passíveis de se corromper. Na verdade isso é um pretexto dos corruptos e corruptores: querer nivelar todos os homens como suscetíveis à corrupção e à desmoralização social.

A ética é arma que os homens íntegros, honrados e impolutos têm para combater a mácula da desonra e indecência geradas pela política antiética. A ética fortalece uma política íntegra e limpa que deve ser construída perante a presença de homens que não carregam a mancha do opróbrio, da infâmia e do sadismo. Portanto, a ética é como a bússola que aponta o rumo certo e diz respeito a toda a sociedade lesada e prejudicada por modelos de governos insanos e torpes, marcados pela incompetência e a frustração.

(O Folheto) 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O CAMINHO DO CORAÇÃO É O CAMINHO DA CORAGEM

A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.

O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.

Via etceteraomnia

LIBERDADE DE EXPRESSÃO, REDES SOCIAIS E PERSEGUIÇÃO POLÍTICA

Começa tudo de novo. Ano de eleição, disputas político-partidárias, alianças e rompimentos... Tempo em que os órgãos públicos aceleram seu ritmo habitual, cujo frenesi está muito mais preocupado com a eleição ou reeleição do Gestor, do que com a prestação do serviço público propriamente dito; concentra-se muito mais nos servidores, do que nos cidadãos... O clima fica pesado, porque paira um sentimento de desconfiança de tudo e de todos, à procura de identificar os "amigos" e os "inimigos". É preciso alerta constante, porque o espião está aonde menos se espera. Cuidado, as paredes têm ouvidos!

Qualquer estratégia é válida para não se prejudicar:
1. Aproxime-se mais do chefe, aparentando fidelidade e comprometimento incomuns, porque ele está querendo descontar suas pressões em alguém;
2. Não faça críticas ao serviço neste período (mesmo que construtivas), porque elas serão mal interpretadas contra você;
3. Finja-se de idiota, porque independência intelectual e espírito público causam pavor e serão duramente reprimidos;
4. Distancie-se das pessoas que são taxadas como adversários, por mais que sejam seus amigos de longas datas, porque “amigo de inimigo, inimigo é”; e
5. Nunca, nunca traje vestimentas com as cores da oposição, porque eles são esquizofrênicos!

Estas são as recomendações tradicionais, válidas para ontem, hoje e sempre. Mas os novos tempos, reclamam novas habilidades. Isto porque as redes sociais representam hoje o nosso principal canal de expressão individual, e os olheiros sabem disso... Vi servidor ser exonerado por causa de suas publicações e curtidas no Facebook... Até a página dos seus amigos virtuais são monitoradas, pode acreditar. E qual a saída para os que querem se manter longe de tudo isso? Lamento, mas não tenho soluções para você... Terás que participar dos insuportáveis e demagógicos comícios, afinal, é o leite dos meninos que está em jogo, certo?

Mais uma vez, devo fazer distinção entre os servidores chamados efetivos (nomeados por concurso) e os prestadores de serviço (contratados pelo gosto, interesse e necessidade da administração). Aqueles gozam de certa independência e, por mais que sejam perseguidos, dificilmente perderão o emprego. Já os outros não têm a mesma sorte: estes são controlados mesmo, e precisarão de uma virtuosa habilidade social para escaparem fedendo...

Ao contrário do que diz a lei e estudamos na faculdade, os prestadores de serviço - “contratados por excepcional interesse público, nos termos do artigo 37, inciso IX, da Constituição Federal” - não são servidores públicos (pelo menos em ano eleitoral). Sevem em última análise à gestão, por uma promíscua relação política, prejudicial ao interesse público e ao espírito de cidadania. Dizem que vêm exonerações por aí... E ainda há quem veja muita justiça nisso, confundindo tragicamente casa civil com comitê de partido...


Luciano silva
Empreendedor e servidor público por precisão, professor por formação e educador por paixão. É licenciado em História e geografia pela Universidade Estadual Vale do Acarau-UVA, especialista em Ciências da Educação e Gestão Escolar, pela Faculdade Evolução. Mantém o blog Atualidade em Debate... Contato: 
luciano.diretor@hotmail.com

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

BONS TEMPOS EM QUE AS ELEIÇÕES EMPOLGAVAM O ELEITOR, MAS TODO CUIDADO É POUCO

Estão chegando as eleições, faltam poucos dias. Está chegando o momento de elegermos aqueles que irão nos “representar” por um período de 5 anos. Confesso que já estive mais empolgado; que ficava mais ansioso com as proximidades desse pleito. Já fui de acompanhar horário de propaganda política gratuita no rádio e televisão, de buscar informações nos jornais, internet e noticiários televisivos. Sempre buscava me preencher o máximo possível de informações sobre os candidatos, porém, por que será que, apesar de todo esse cuidado, aqueles candidatos que sempre votei, quando se elegeram, quase nunca corresponderam às minhas expectativas? Com aquilo que eu imaginava e esperava… Ou será que eu próprio fantasiava demais?

Acredito que com tantas outras pessoas ocorrera a mesma coisa, aquela sensação de voto perdido. Isso, essa incerteza fez com que hoje, pra ser mais preciso esse ano, já não tenho tanto interesse assim em saber destilar quais candidatos merecem meus votos. Sinto o desânimo querendo se chegar junto à mim. Sei que não deveria ser dessa maneira, sei que todos devemos ter consciência daquilo que queremos e buscarmos sempre o que sentimos que seja o melhor . Todos devemos ir em busca de informações conclusivas e corretas, a verdade oculta de cada candidato. Não se deixem levar pelas promessas, pelos bem conduzidos e elaborados horário político e discurso de palanques. Aquele espaço não condiz em nada com a verdade de cada candidato. Ali, todo mundo fala o que for preciso para lhe cativar. Quer lhe convencer que é o mais perfeito e preparado para sanar com todos os problemas.

Busquem a verdade fora daquele espaço, procurem saber de algo concreto que os candidatos já fizeram, o que prometeram e não cumpriram, daqueles que só aparecem em época de eleição. Vasculhem o passado de cada um, seja ele político ou que pretenda ser. Não pensem que alguém vai utilizar aquele discurso no palanque e o precioso tempo horário político para ser humilde e sincero com aquilo que poderá, de fato, realizar e expor o que será impossível cumprir. Não. Ali todos têm sempre uma solução mágica para tudo. É incrível! Mas, alguém já parou para pensar no seguinte: se todos os candidatos, digo todos mesmo, cumprissem com aquilo que prometem, nosso país, em todas as esferas de governo, estaria na situação que hoje se encontra? São todos, de todos os partidos.

Há quanto tempo retomamos a Democracia, o direito de votar, de elegermos os nossos representantes? Faz muito tempo e de lá pra cá, quantos já não assumiram os diversos governos, em todas as esferas e sempre prometendo fórmulas mágicas para erradicar com os diversos problemas que martirizam a honra da sociedade; que nos humilham e nos fazem penar, dependendo cada vez mais deles, na esperança de que algum dia poderemos dizer: agora sim, acertamos!

De tudo o que se prometeu, durante todo esse tempo, se a metade tivesse sido cumprida, com certeza estaríamos em um outro patamar de vida, pois as promessas de hoje são as mesmas de ontem, da última eleição, da penúltima… Giram em um círculo com os mesmos problemas que há anos nos perseguem! Mas dessa maneira, se isso tivesse realmente acontecido, eles não teriam mais o que prometer e assim perderiam o controle sobre nós, não usariam das nossas mais precárias necessidades para se manter ou alcançar o poder e assim perpetuarem-se nele!

E isso, essa libertação de consciência e de necessidades, tenho certeza, não faz parte dos planos deles, os políticos! Pensem bem! Não sejam do tipo daqueles que falam: meu voto é voto de protesto. É um absurdo alguém pensar assim! O que será um voto de protesto? Será que é eleger um hipócrita qualquer? Voto de protesto é o voto correto. E o que dizer daqueles que votam nos candidatos que são “simpáticos”, que sempre falam com você, cumprimentam lhe com apertos de mão… (Isso toda eleição). Também não votem em qualquer um, achando que todos os políticos são iguais. Isso é outro erro cometido! Já diz um antigo provérbio: nem os dedos da mesma mão são iguais. Há vários tipos de políticos: os que prometem de tudo, mas que sabem que não irão fazer nada, só querem os privilégios do cargo, só querem enganar mesmo; há os que prometem e têm até a intenção de fazer, mas vão sempre deixando pra depois, pra amanhã, pra próxima eleição, quem sabe…; têm os que prometem, fazem uma parte e deixam o restante para uma próxima oportunidade e alegam que não deu tempo fazer tudo; há os que prometem, mas não fazem porque não têm como fazer aquilo que prometeu, por vários motivos e têm até aqueles que fazem aquilo que nunca prometeram e nos surpreendem!

Tem de todo tipo, garimpem bem, lá no fundo das águas turvas da política. No meu caso, só não espero mais o político perfeito, pois a perfeição é uma eterna busca. E quando eu falei que esse ano está meio complicado é porque não temos outras opções. Sei que com os políticos que estão aí, nada mudará ou se mudar não será o suficiente, mas que pelo menos seja aquele mínimo que desejamos e merecemos. Apesar de tudo isso, de todas essas adversidades que a política traz enraizada nela, ainda sim, vencerei o desânimo que quer se apoderar de mim e mais uma vez vou votar em quem eu sentir que seja o menos nocivo, naquela pessoa que não prometa o céu, apenas um chão firme onde possamos caminhar e manter viva a esperança de que um dia esse círculo será quebrado.

Espero que a população, as pessoas, um dia tomem consciência de que as nossas fragilidades, nossas necessidades e precariedades mantêm vivos certos políticos que se nutrem da miséria do povo. Eles estão aí novamente, os mesmos sorrisos, as mesmas caras mascaradas com novos personagens, os mesmos discursos, as velhas charadas, as mesmas promessas, as velhas falácias… Quase tudo igual como há quase 60 anos, quando nós martinopolenses adquirimos o direito de votar e pouco mudou, pouco mudará… Será?  Só não sei até quando o povo vai aceitar, vai acreditar, vai esperar uma mudança sem ele próprio mudar. Até quando?

De um eleitor sem grandes perspectivas.

MOTIVOS PELOS QUAIS NÃO AGUENTO MAIS ESSA ÉPOCA DE ELEIÇÃO

Eu sei que a época de eleições, é uma ótima oportunidade para eu me ligar mais nos candidatos, suas propostas e no que eles podem fazer pela minha cidade. O poder do meu voto, pode melhorar, ajudar ou até piorar a minha cidade, e vou dá um conselho para vocês, não votem nulo.
Existem 6 coisas que mais me irritam em época de eleições. Vou te dizer o porquê eu não estou mais aguentando esta fase.

#1 – Carro de som dos candidatos, subindo e descendo em minha rua. Isso é muito chato, irritante, incomoda e você sente vontade de jogar uma bomba no carro.  Pior que a música gruda na cabeça.  E que fique bem claro, candidatos, vocês não terão o meu voto por tirar a minha paciência.

#2- Alfinetadas de candidatos a prefeitos. Isso enche o saco, um querendo esfregar o podre do outro nos palanques e programas de rádio e ver quem tem menos ficha suja. Muito blábláblá deles e isso estressa. Pior que quando um descobre o podre forte, fica toda hora passando e você fica enjoada de ver e ouvir toda hora o comercial.

#3- Pessoas alienadas, me irritam mais que os candidatos. Não tem nada pior do que pessoas que votam sem saber o que estão fazendo. Ficam defendendo tal partido e esquecem simplesmente do que tal candidato fez com o povo no passado. Diz que fulano fez e aconteceu, que só porque é de um partido relacionado a fulano e beltrano que vai fazer e acontecer.

#4- Pessoas dizendo que vão votar nulo se achando as revolucionárias (os). Muita gente fica reclamando que só tem candidato ladrão, mas nem todos são. Existem candidatos da esquerda, mas vocês só votam e prestam atenção, nos que chamam mais atenção e tem partido. Aprendam a votar e não deixe que as pessoas decidam por você. Sejam cidadãos, votem e parem de achar que voto nulo vai fazer você uma pessoa revolucionária. Seus ancestrais, ralaram muito pra vocês terem o direito de votar hoje. Vão pesquisar seus candidatos, analisar as propostas e se conscientizem dos seus direitos. Vote naquele que te passa mais segurança e cumpra seu dever cidadã.

#5- Passeata de políticos pelas ruas (principalmente a minha ). Poxa isso irrita pra caramba, principalmente porque eu odeio fogos. A rua enche de gente, fica toda hora uns flashes, eles gritando e falando sobre suas propostas, as pessoa gritando também, as músicas repetitivas dos candidatos e o povo puxando saco de quem talvez apenas roube seu dinheiro. Parem de soltar fogos, por favor.

#6 – Promessas que eles não vão “cumprir”. Muita promessa e poucas realmente serão cumpridas. Sim, já vi candidatos cumprindo suas promessas. Eu disse a vocês que existe alguém que ame sua cidade e quer jogar na cara do Brasil que a sua é a melhor. Mas vi muitos que não cumprem porcaria nenhuma, iludem o povo e eles fazem um péssimo mandato. Isso irrita pra caramba hein? Pô cara eu confiei em você!

Estão ai os meus 6 motivos, pelos quais eu odeio a época de eleições. Não é bem odeio, é que eu não suporto mais as mesmices e chatices. Estou doida para que acabe logo e que minha rua volte a ter a paz de antes. E a televisão também, pois ás vezes sou obrigada a assistir canal na internet e já sabe….
Sem voto nulo e só candidato ficha limpa ok?

(De uma eleitora desmotivada)

IMPACTO DA PROPAGANDA NEGATIVA NAS ELEIÇÕES E O EFEITO BUMERANGUE.

As campanhas eleitorais são fundamentais para a democracia e momento de analise da relação entre os cidadãos e a política. É a hora em que os eleitores avaliam os candidatos e seus planos de governo para selecionar a opção que consideram melhor à luz de seus interesses individuais ou coletivos. Nas disputas eleitorais, os candidatos têm a alternativa de escolher entre dois cursos de ação: enaltecer as suas próprias qualidades ou ressaltar as características negativas de seus adversários. Toda disputa será um equilíbrio entre essas duas estratégias, pois cada uma delas busca resultados distintos.
Com o objetivo de entender as estratégias de ataque dos candidatos a seus adversários, esse texto fala basicamente sobre o fenômeno conhecido como campanha negativa, campanha de ataque e um estudo americano que aponta que “quem bate perde” ou seja o “efeito bumerangue”
A expressão efeito bumerangue" se tornou uma espécie de mantra do marketing político, ao considerar que a campanha negativa prejudica o candidato que ataca.
Uma das máximas do marketing político brasileiro, citado por muitos especialistas na área é de que “quem bate perde a eleição”. Essa idéia, atribuída ao marqueteiro Duda Mendonça , representa na literatura academia o conceito do “efeito bumerangue”, onde o ataque pode se voltar contra seu autor e ao invés de tirar votos do adversário acaba tirando votos do candidato que ataca, porque demonstra falta de comprometimento com a ética e falta de respeito aos seus adversários, numa clara apelação para o vale tudo do jogo do poder.

"Propaganda negativa é qualquer crítica direcionada por um candidato ou apoiadores aos seus adversários". Essa definição inclui, necessariamente, a personalidade do candidato, suas crenças políticas, seu histórico como político e governante, o partido ao qual é filiado, seus associados, familiares e amigos, grupos de apoio e equipe de governo.
Assim sendo, o principal aspecto do Efeito bumerangue é apontar que o candidato utiliza seu tempo com o intuito de destacar os aspectos negativos do seu oponente, ao invés de cuidar da valorização dos seus próprios atributos políticos ou pessoais, isso quando não usa de apoiadores de campanha para executar o serviço sujo, o que deixa ainda mais claro suas intenções escusas.
As evidências, portanto, apontam para a confirmação da hipótese de que quem opta pela dita “campanha suja” ou “campanha do ataque” estão em larga desvantagem em relação aos seus atacados, a análise de quem sofre os ataques demonstra que os líderes nas pesquisas são os alvos prediletos dos adversários
Os líderes são as vítimas preferidas dos segundos colocados nas pesquisas de intenção de voto, bem como seus apoiadores, e peças chave na condução da campanha também podem sofrer ataques pessoais, no intuito dos que se encontram em desvantagem de desestabilizarem as estruturas da campanha eleitoral.
Do mesmo modo, 98% da propaganda negativa feita pelos adversários tem como objetivo afetar a imagem do primeiro colocado:
Finalmente, vimos que a literatura especializada considera como indicador de "boa campanha" as disputas que debatem questões políticas e não os atributos pessoais dos candidatos (Kaid e Johnston, 2002; Geer, 2006).

Fonte de pesquisa: Impacto da Propaganda negativa nas eleições brasileiras -  Felipe Borba, via etceteraomnia

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

POUCOS QUEREM SER GESTORES ESCOLARES

Quem quer ser diretor de escola? Em certos estados brasileiros, a resposta a essa pergunta é desanimadora: a média registrada é de um ou dois candidatos por pleito (veja gráfico ao lado). Indo mais a fundo nos dados da pesquisa da Fundação Victor Civita, nota-se que em muitas unidades não há ninguém na disputa, como ocorreu em 22% das escolas baianas e em 14% das piauienses nas últimas eleições. No município de Martinópole no Ceará, não houve disputa. Mesmo no Distrito Federal, onde a média é de três candidatos por votação, 10% das escolas também tiveram procura zero.

A conclusão do estudo não poderia ser outra: o cargo não é atrativo. A causa está no elevado ônus, com uma recompensa considerada inadequada. Os diretores reclamam que a gratificação financeira é pequena diante da dedicação que o trabalho exige e do nível de estresse que provoca. Quem está na função é cobrado pela solução de diversos problemas - e nem sempre tem formação e autonomia para superá-los. Nas redes que promovem a eleição para diretor, a chance de enfrentar um processo eleitoral desgastante é outro fator que afugenta os candidatos.

Por outro lado, a pesquisa detectou que em três das 16 unidades federativas que promovem eleições para diretor há uma média boa de quatro candidatos por vaga. São elas: Acre, Mato Grosso do Sul e Pará. Os motivos nem sempre são ligados à estrutura para exercer a função (leia depoimentos na próxima página). Um é o prestígio do cargo: "O trabalho bem feito é reconhecido pela comunidade", analisa Maria Luiza Farias Carvalho, coordenadora da Secretaria de Estado de Educação do Pará.

Especialistas defendem que as Secretarias podem tornar o cargo mais atraente (leia o quadro na próxima página). "Dar autonomia e associá-la a metas claras e aos resultados é essencial", diz a doutora em Educação Gisela Wajskop, diretora do Instituto Singularidades, em São Paulo. Foi no que investiu o Acre. O ex-diretor de gestão da Secretaria de Estado de Educação Jean Mauro de Abreu Morais conta que a lei estadual 1.513, de 2003, contribuiu para o aumento da procura. "O gestor escolhe os coordenadores de ensino e o administrativo de sua equipe."

Com Revista Nova Escola/gestão escolar