quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Desconfie de quem nunca sai do sério

Foto: reprodução Obvious
“Alguns nunca enlouquecem. Que vida de merda eles devem levar”
– Charles Bukowski

Não é preciso ter formação em Psicologia para saber que todos temos nossos momentos de desequilíbrio, seja sozinhos ou na frente de quem for, quando explodimos incontrolavelmente, soltando o verbo. Por mais que seja necessário evitar destemperos em frente a quem não tem nada a ver com isso, existem momentos em que nada mais é capaz de conter tudo aquilo que precisa sair de dentro de nós.

É fato que devemos sempre tentar manter a calma diante das atribulações, não descontando nossos problemas nos outros, rindo de nós mesmos, porém, muitas vezes nos vemos em meio a situações que nos testam os limites da paciência de uma forma tão intensa, que qualquer resquício de racionalidade acaba caindo por terra. Cada um se desequilibra com mais ou menos intensidade, mas todos – ou quase isso – iremos explodir, mais dia, menos dia.

Parece que os rumos que as sociedades vêm tomando contribuem ainda mais com o desequilíbrio emocional de todos. Assistimos, de tempos para cá, à crescente intolerância para com o diferente, à sobrevivência do racismo, à cultura do status, do egoísmo, ao esvaziamento ideológico, à corrupção que cresce junto com a crise financeira. Assistirmos ao noticiários tornou-se um exercício de paciência, diante de tantas injustiças e misérias contida em cada reportagem.

No plano da convivência social, está cada vez mais difícil às pessoas manter o respeito e o entendimento, para um convívio harmônico. Isso, em grande parte, é consequência dessa dificuldade de muitos em aceitar que nem todo mundo vai agir conforme querem, pois as verdades de cada um são de cada um e não da maioria, tampouco podem ser tidas como absolutas. E então a elevação da voz e a agressividade substituem a argumentação ponderada.

No entanto, mesmo que não seja o desejável, existirão momentos em que teremos de deixar extravasar, gritar, enfrentar o outro, chutar o balde, dizendo o que está entalado na garganta, doa a quem doer. Muitas pessoas não têm senso de limite e teremos de deixar bem claro a elas qual é o nosso.

Por essa razão é que causa estranhamento encontrarmos alguém que nunca sai do sério, nunca se desequilibra, nunca eleva a voz, mesmo em meio a uma discussão acalorada. Uma pessoa tão fleumática, em toda e qualquer situação, acaba passando a imagem de alguém sem sentimentos e frio, embora isso nem sempre corresponda à realidade.
Foto: reprodução IndieWire / Nicholas Gonzalez and Freddie Highmore, "The Good Doctor"
Por isso, quando necessário, dê-se a oportunidade de gritar por seus limites, de bradar pelos seus direitos, de externar seu descontentamento com veemência, de indignar-se contra atitudes aviltantes, de lutar por suas verdades, pois, às vezes, é só assim que espantamos de nossas vidas tudo aquilo que nos faz mal. Às vezes, é só assim que não nos sufocamos por dentro e respiramos aliviados enquanto caminhamos rumo à realização de nossos sonhos.
*O SGREDO- Por Marcel Camargo






quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Sou professor de história e votarei em Jair Bolsonaro


Não é segredo que a maioria dos historiadores são de esquerda. A maioria deles substitui suas aulas por militância, considerando-se agentes de formação de pensamento crítico.

É claro que o “pensamento crítico” permitido também deve ser de esquerda.
  
A diferença é que quando entro numa sala de aula não dou aula de conservadorismo… dou aula de história.

Não, isso não é óbvio! Meus pares, ainda mais num momento de tamanha efervescência política, largaram o conteúdo e exercem o papel de “debatedores”. As aulas são dominadas por pautas progressistas, que recebem o verniz enobrecedor típico do esquerdista, com a realização de “debates” de lado único, onde quem pensa diferente não pode opinar, ou será repelido se o fizer.

Se você é um estudante conservador e está neste momento dentro do sistema educacional brasileiro, sabe do que estou falando.

Na condição de professor conservador o que faço? Tento consertar o esquerdismo dando aula de conservadorismo? Suprimo Marx do currículo?

Não. Apenas dou aula. Ensino os acontecimentos históricos e, nos momentos de choque ideológico, apresento as visões opostas e não tomo partido.

Será algo tão difícil?

Não uso espaço de aula para doutrinação à direita. Meus alunos seguirão seu próprio caminho.

Sabendo que sou espécime raro, tanto na condição de professor de história conservador, que escreve em portais como Atualidade em Debate e Ceará Acontecediferenciando-me da quase totalidade dos historiadores do Brasil, senti-me na obrigação de declarar através deste texto meu voto em Jair Bolsonaro.

Não declarei voto em sala de aula e nem divulgo meus textos aos meus alunos, ademais, quero externar aos meus irmãos brasileiros, à luz da minha experiência diária em sala de aula e do conhecimento advindo de minha formação e atuação, que não há outro candidato dentre os que disputam as eleições de 2018 com predicados suficientes para conduzir nosso país pelos próximos quatro anos.

Jair Bolsonaro não é perfeito. Sei disso e estou convicto de que ele também sabe. Prova maior disso é que admite publicamente seu desconhecimento em algumas áreas, nomeando pessoas de conhecimento inequívoco nas mesmas para que o auxiliem.

Chegamos a este abismo após mais de vinte anos de governos esquerdistas e social-democratas. Chega. É preciso uma economia liberal, que viabilize os investimentos e o empreendedorismo.

Chega de proteção a vagabundos e incentivo ao crime, através da contínua leniência para com seus praticantes.

Chega do nonsense de dizerem que um policial, um agente de manutenção da lei, só pode atirar num bandido se for alvejado primeiro.

Chega de professores apanhando dentro das salas de aula e de baixaria elevada à categoria de arte.

Chega de corrupção generalizada em todas as esferas do poder público brasileiro.

É hora de mudar. De acreditar num homem que mesmo após tantos anos de vida pública nunca se sujou na lama reinante e não se aliou às quadrilhas. Um homem que passou por muitos partidos porque nunca foi feito refém por nenhum deles.

Que possui isenção para governar sem ter de pagar por favores escusos.

Dentre os candidatos do pleito atual apenas Jair Bolsonaro possui estes atributos.

Portanto, meu voto é dele.

“Brasil acima de tudo. Deus acima de todos.”


Texto copilado e adaptado
Texto original: voltemos à direita / Renan Alves da Cruz




Como é que um pobre pode votar em alguém como Jair Bolsonaro?


Por Renan Alves da Cruz

A pergunta intriga muitos intelectuais e opinadores profissionais da mídia brasileira: como um pobre, um favelado, pode contrariar as diretrizes da autoproclamada elite intelectual brasileira e declarar voto em alguém como Jair Bolsonaro?

É claro que se eles saíssem da bolha acadêmica e encarassem o mundo real, a resposta seria fácil de se compreender.

Entretanto, se cumprissem tais requisitos não seriam quem são: playboyzinhos bem nascidos tentando purgar o pecado de terem uma boa vida do qual nunca abriram mão (e nem abrirão), fingindo se preocupar com os pobres, quando na verdade os querem debaixo de seu cabresto ideológico.

Lançam seu olhar e julgamento pejorativo a qualquer um que declare simpatia a Bolsonaro, mas não tentam entender os motivos reais desta aprovação e identificação do eleitorado pobre com o candidato.

Pois sim, é muito fácil entender porque tantos pobres, favelados e moradores de periferia apoiam Jair Bolsonaro.

Diferente do que os sociólogos de butique pensam, o povo não foi criado e programado para pensar por cientistas sociais da USP. O povo é trabalhador, e tem como meta construir algo na vida, empreender, ter a possibilidade de melhorar sua situação mediante os próprios esforços.

Os pobres que votam em Bolsonaro são aqueles que têm orgulho do que conquistam, não importa quão difícil tenha sido, não importa que pago em muitas parcelas suadas. É adquirido pelo suor do seu trabalho honesto.

É o povo que muitas vezes batalhou para comprar um celular em 12 parcelas e o “perdeu” para um menor de 17 aninhos de idade, que os ideólogos cretinos chamam de “vítima da sociedade de consumo”.

Tente explicar para este trabalhador que acorda cinco e meia da manhã todo dia, porque mora longe do centro, que ele tem que defender o bandido que tomou dele a dura conquista!

Tente explicar que ele precisa acordar mais cedo para trabalhar porque o trânsito piorou, já que foram construídas ciclovias em regiões cruciais para escoamento do trânsito na cidade. E que as ciclovias servem para masturbação intelectual da elite esquerdista, que pode se deslocar nelas porque moram há 1 km dos lugares que frequentam, e não para o uso de quem mora a 25km de distância do centro, 50 km ida e volta, e que se se meter a percorrer tal distância diariamente, vai enfartar no caminho.

O povo honesto das periferias brasileiras vê a atuação do tráfico em suas esquinas, muitas vezes na própria porta de suas casas, e teme o envolvimento de seus filhos. Já viram centenas de outros perecerem, ou viciados, ou trabalhando para o tráfico em troca de promessas fáceis. Viram muitos que se viciaram e morreram no crime, tentando roubar para sustentar o vício.

Esse é o povo que declara voto em Jair Bolsonaro. Que quer uma polícia valorizada, equipada, capaz de reprimir os atos hediondos que acontecem à luz do dia perto de suas casas. Querem a polícia sentando o cacete no traficante folgado que se posta no caminho para a escola de seu filho, de nariz empinado, como se fosse dono do bairro.

A elite intelectual não aceita, não suporta, não concorda. Ofendem negros que apoiam Bolsonaro, em seu racismo permitido, o racismo do bem. Ficam possessos quando percebem que não foram capazes de ludibriar todos com suas meias verdades e discursos editados.

O negro pobre que vota em Bolsonaro não quer ser vitimizado. Não quer um bando de riquinhos de bairro chique, que amam a pobreza porque não vivem nela, falando em seu nome. Quer trabalho, dignidade e respeito. Não mediante esmola estatal, mas por seus méritos.

O povo da periferia que escolheu Bolsonaro é aquele que sabe que combater privilégios de determinados grupos orientados por militantes profissionais, que usam a ideologia como fonte de renda, mamando dinheiro público pretensamente destinado às causas que defendem, não é homofobia.

E que o preconceito real é o que segrega. Que diz que pessoas, por sua cor de pele ou opção sexual, merecem privilégios, leis e proteções especiais.

O pobre que vota em Bolsonaro entendeu que tais grupos não querem igualdade. Querem privilégios. Entendeu que as leis existentes já combatem a homofobia e o racismo. E que o fortalecimento do nosso sistema de segurança, algo recorrentemente defendido por Bolsonaro, beneficiará a todos.

O pobre que vota em Jair Bolsonaro é aquele que é contra o estatuto do desarmamento, pois lutou arduamente pelo que possui, e não converge com a ideia de que um vagabundo possa entrar em sua casa armado para levar o que quiser,  estuprar sua filha e sua mulher, e ele não tenha como se defender.

É quem entende que o ambiente do seu lar é sagrado, e que se vagabundo entrar, tem que sair com o bucho cheio de balas, no rabecão. E que o cidadão de bem, que se defendeu, tem que ser amparado pela legítima defesa.

Por fim, o brasileiro pobre que apoia Jair Bolsonaro é aquele que cansou de ver ONG de direitos humanos amparando bandidos, enquanto ele, que trabalha de Sol a Sol, nunca viu um corno desses na frente perguntando do que ele precisa.

Quem defende Bolsonaro é quem é honesto e cansou de ver o mocinho se ferrar e o bandido se dar bem.

Os pensadorezinhos nunca entenderão… Continuarão com seus debates, fóruns e imutáveis asserções.

Afinal, só gostam dos pobres quando eles lhes obedecem.
Fonte: voltemos a direita





quinta-feira, 9 de agosto de 2018

STF confirma idade de corte para ingresso na educação infantil e fundamental


As crianças com 4 ou 6 anos completos até 31 de março devem ser matriculadas na escola e que cabe à gestão pública a chamada busca ativa dessas crianças junto a suas famílias.
No dia 1º de agosto, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por seis votos a cinco, as resoluções do Conselho Nacional de Educação (CNE) que definem o corte de idade para matrícula na educação infantil e no ensino fundamental. Segundo o CNE, devem ser matriculadas, nessas duas etapas da educação básica as crianças que completarem, respectivamente, quatro e seis anos de idade até o dia 31 de março do ano de ingresso na escola.

As deliberações do CNE foram questionadas judicialmente por várias ações que culminaram na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 17 e na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 292.

Entendendo a polêmica

De acordo com a Constituição Federal, art. 208, I, com redação da Emenda Constitucional 59/2009, a educação básica é obrigatória dos 4 aos 17 anos de idade. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), a pré-escola deve ser oferecida às crianças de 4 e 5 anos (art. 30, II) e o ensino fundamental obrigatório inicia-se aos 6 anos de idade (art. 32, caput). Em consequência, é dever dos pais ou dos responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade (art. 6º).

A polêmica se refere à definição de até que data a criança deve ter completado a idade própria para ser matriculada na pré-escola e no ensino fundamental. No STF, duas posições foram debatidas. A primeira, com 5 votos, seguiu a orientação do ministro Edson Fachin, relator da matéria na ADC 17, que considerou legal fixar idade mínima, mas entendeu que a idade exigida para matrícula poderia ser completada até o último mês do ano de ingresso na escola.

No entanto, foi vitoriosa, com 6 votos, a divergência apresentada pelo ministro Roberto Barroso, segundo a qual essa é uma questão técnica que cabe ao Ministério da Educação definir o momento em que o aluno deverá preencher o critério etário. Assim, foram referendas as resoluções do CNE que fixaram a data limite de 31 de março. Na apreciação da ADPF 292, prevaleceu o entendimento do relator da matéria, ministro Luiz Fux, segundo o qual a exigência de idade de corte prevista nas resoluções do CNE está fundamentada em argumentos técnicos.

Em síntese, por maioria de 6 a 5 votos, o STF entendeu que a data de 31 de março, como corte de idade para matrícula na educação básica, atende a estudos acadêmicos e que não cabe ao Supremo a alteração da norma do CNE.

Aprofundando o debate

Para a área técnica de Educação da Confederação Nacional de Municípios (CNM), é necessária a fixação de até que data as crianças devem completar a idade fixada em lei para matrícula na educação infantil e ensino fundamental. Assim, a matrícula é obrigatória para quem completar 4 ou 6 anos até 31 de março. Isso significa que o poder público obrigatoriamente deve assegurar a matrícula e que os pais ou os responsáveis obrigatoriamente devem matricular seus filhos na escola. "Em outras palavras, o poder público não pode argumentar com falta de vaga e os pais não tem a opção de não matricularem seus filhos na escola. A polêmica que gerou a judicialização das resoluções do CNE não se refere à data de 31 de março e sim à afirmação segundo a qual crianças que completarem 6 anos de idade após 31 de março deverão ser matriculadas na pré-escola", destaca a consultora na área, Mariza Abreu.

A entidade questiona: se não é obrigatória a matrícula para quem completar 6 anos após a data de corte, essa matrícula deve ser proibida ou facultativa?

Destaca-se que, em sentenças judiciais de primeiro grau, foram adotadas outras posições, como autorizar a matrícula no primeiro ano do ensino fundamental das crianças que venham a completar seis anos no decorrer do ano letivo, desde que comprovada sua capacidade intelectual mediante avaliação psicopedagógica pela escola (Ação Civil Pública nº 0005535-27.2014.4.01.3306, ajuizada perante a Vara Federal Única da Subseção Judiciária de Paulo Afonso/BA).

Dessa forma, não seria possível definir que a matrícula é obrigatória para todas as crianças que completam a idade adequada até 31 de março e que a matrícula é facultativa para crianças que completarem essa idade após essa data desde que sob três condições: 1ª) demanda da família; 2ª) existência de vaga; e 3ª) avaliação das condições cognitivas e emocionais da criança pela escola?

Concluindo

O STF manteve as resoluções do CNE, segundo as quais, para fazer a matrícula na educação infantil e no primeiro ano do ensino fundamental, o aluno precisa ter, respectivamente, quatro e seis anos completos até 31 de março do ano de ingresso na escola. E que crianças que completarem 6 anos de idade após 31 de março devem ser matriculadas na pré-escola




domingo, 29 de julho de 2018

Atenção pais e familiares: entendam melhor o momento do “volta às aulas”


As aulas recomeçaram. Chegou o tão sonhado dia para algumas crianças que não veem a hora de começar ou retomar os estudos. Será possível essa afirmativa? Na realidade, o primeiro dia para alguns pais é bem difícil. É aquela correria, crianças dando trabalho para acordar, fazendo “corpo mole” para se vestir, um verdadeiro sufoco. Tirar os filhos da cama e convencer de que vai ser legal e importante esse segundo momento é uma tarefa árdua, mas necessária e é de suma importância o diálogo dos pais com os filhos ao inseri-los na escola ou em qualquer atividade que requer dedicação.

O “volta às aulas” deve ser o cenário de um dia que oferta novas possibilidades e oportunidades, e não um sacrifício, que é o que muitas crianças acabam achando. Para a psicóloga e franqueada da Tutores em São José dos Campos, Ádrinne Uchôa Dias, este momento está relacionado à maneira com a qual os pais repassam as informações para os seus filhos e dá algumas dicas de como eles podem se preparar para o retorno das aulas.

Não basta estar por perto apenas no “volta às aulas”

Acompanhar o desenvolvimento escolar do filho é outra tarefa que precisa ser feita constantemente. Alguns pais se limitam em ensinar os filhos quando eles apresentam dificuldades escolares, e tais limitações podem estar relacionadas à questões emocionais (se desgastam ao tentar ensiná-los) e com a falta de conhecimento.

Porém, é imprescindível fazer o acompanhamento, pois são nesses momentos que a criança pode apresentar uma dificuldade de aprendizagem e alguns fatores biológicos e psicológicos podem contribuir com esse processo.

É importante que os pais saibam o momento certo para buscar uma ajuda profissional. Uma dica é não esperar o filho ficar para recuperação em determinadas disciplinas – e somente depois saírem correndo em busca de aulas particulares ou de reforço para sanar as dificuldades, mas sim recorrer a profissionais habilitados para ajudar o seu filho no crescimento e desenvolvimento durante o ano letivo, quando este sinalizar as primeiras dificuldades.

Respeitar o tempo da criança também é muito importante. Toda criança precisa ter o tempo de estudar e brincar e, de acordo com o psicanalista Winnicott, é no brincar que a criança expressa sua criatividade. Alguns pais, nas melhores das intenções, enchem seus filhos de atividades extracurriculares, mas nem sempre é o ideal.

Praticar alguns esportes é muito bom, estudar inglês é excelente, mas deve-se ter o cuidado para não sobrecarregar o filho com várias atividades no dia a dia.

Ofertar cursos extracurriculares que ajudem no desenvolvimento e mantenha uma agenda organizada com algumas atividades, mas sempre priorizando e acompanhando o processo de ensino aprendizagem da criança é recomendável, pois é na fase da infância, que a criança assimila e acomoda o conhecimento. As estruturas operatórias da inteligência não são inatas.
Com informações: www.direcionalescolas.com.br




terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

NÃO SEJA BURRO: NÃO ANULE SEU VOTO! NEM VOTE EM BRANCO.



Logo começarão a chegar em nossos celulares aquelas mensagens dizendo para votar em branco ou anular o voto em protesto contra a corrupção e a falta de vergonha na cara dos políticos.

Mas se você ainda acha que votar em branco ou anular o voto é uma forma de protesto e que se a grande maioria dos eleitores protestarem assim algo vai mudar você precisa mudar seus conceitos...

Tá achando que se der a louca no Brasil e todo mundo votar em branco/nulo as pessoas corruptas irão se arrepender de todos os seus pecados e vergonhosamente deixar a vida política procurando asilo na Sibéria?

O que pode mudar o País é o voto consciente e a efetiva participação dos eleitores na vida política do país não só na hora de votar, mas também na hora de cobrar resultados e o cumprimento do plano de governo de cada candidato eleito.

Ninguém pode dizer que nenhum candidato presta e que todos após eleitos tornam-se corruptos.
Se você acha que nenhum político atual presta, vote em gente que precisa de uma oportunidade e que tenha a vida pregressa limpa ao invés de anular o voto e deixá-los serem reeleitos.

Se você acha que todos tornam-se corruptos depois de eleitos então busque exercer melhor a cidadania, fiscalizando diretamente o governo de sua localidade e quem sabe até participando e apoiando ONGs de fiscalização da gestão pública como a "Transparência Brasil" por exemplo!

Com certeza se você se der ao trabalho de pesquisar os candidatos, tentar entrar em contato com aqueles que te interessaram e buscar conhecê-los, você encontrará aquele que vale o seu voto!

Mas claro que é muito mais fácil simplesmente não se importar, votar de qualquer jeito, votar nulo ou votar em branco e depois ficar só reclamando! É muito mais difícil fazer a coisa certa... ser cidadão...

E pra finalizar, só elucidando: votos brancos e nulos não podem anular uma eleição. Eles são simplesmente ignorados na contagem de votos e a eleição ocorre com os votos válidos.

Não existe nenhuma previsão na lei eleitoral de repetição da eleição com novos candidatos caso nenhum dos concorrentes originários atinja a metade dos votos. Se mais metade dos eleitores decidirem anular seu voto, mesmo assim as eleições não serão canceladas e não serão repetidas.

Se na eleição de Presidente da República, nenhum candidato alcançar maioria absoluta, o Congresso Nacional, (com os membros antigos, no fim de mandato) dentro de quinze dias pode ratificar a eleição do candidato mais votado.

No caso das eleições para deputados, caso parte do eleitorado resolva anular o voto, “se nenhum Partido ou coligação alcançar o quociente eleitoral, considerar-se-ão eleitos, até serem preenchidos todos os lugares, os candidatos mais votados”.

Vote consciente e não acredite nas balelas que circulam por aí por email.
Para mais esclarecimentos, tem este excelente artigo de João Guilherme Lages Mendes.



CONFIRA ARTIGO DO DEP ODORICO MONTEIRO: IDEIAS. EXISTE SAÍDA PARA A POLÍTICA?



Pesquisas apontam que menos da metade do eleitorado brasileiro pretende votar em deputado federal nas próximas eleições. Enquanto isso, um outro considerável percentual diz que pensa em anular o voto.

Partindo desses resultados cabe a reflexão. Quais representantes serão eleitos para ocupar as cadeiras do Congresso Nacional a partir de 2019, visto que a eleição é contabilizada pelos votos válidos? Ou seja, quem tiver mais votos, mesmo que em percentuais mínimos, será legitimamente eleito.

É preciso desmistificar esse tema. As sementes da desesperança e do descrédito cresceram assustadoramente, formando uma densa selva de apatia e ceticismo. Então não há saída?

Aristóteles mostra o caminho ao dizer da intrínseca necessidade do homem de viver a Política. Trata-se de um poderoso instrumento capaz de mudar os destinos da sociedade. Atualmente, o foco parece ser o mal, transfigurado na perda diária de direitos históricos.

Afinal, foram manobras políticas as ferramentas utilizadas para o golpe parlamentar mais recente na nossa democracia. É a Política que está rasgando a nossa Constituição com a Emenda Constitucional 95, que congela recursos para a saúde e educação.

Mas também foi a Política que transformou as escolas públicas do Ceará nas melhores do país. Por meio da Política foi criado o SUS, responsável por exemplo pelo Programa Mais Médicos, que hoje atende 60 milhões de brasileiros.

Esta é a luz no fim do túnel. Teremos a oportunidade de eleger nossos próximos representantes. São eles que poderão, ou não, propor e aprovar projetos necessários à restauração dos direitos dos trabalhadores e à defesa da soberania nacional.

Por isso é necessário participar e fiscalizar a Política. Votar para todos os cargos e sobretudo saber em quem votou. A responsabilidade não acaba na hora do voto. É aí que começa o empenho em cobrar as promessas que mereceram a confiança do povo.

O ceticismo, a apatia social e o discurso de ódio à Política também têm representantes ao Congresso Nacional e ao Planalto. Afinal, quem não gosta de política é governado por quem gosta, nos ensina Platão.
Odorico Monteiro
Deputado Federal.