sexta-feira, 1 de maio de 2020

Reflexões em tempo de quarentena 2


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Não tem como não ficar nostálgico nesta época que estamos vivendo.

Eu fico pensando, será que vou perder alguém querido, será que eu serei uma das vítimas dessa Pandemia?

Bom fato é que se for a minha hora o meu sentimento é de gratidão, porque Deus me deu muito mais do que eu merecia, pensava ou imaginava. Realizou os meus maiores sonhos e eu não podia ter sido mais feliz, com a família que ele me deu, amigos, sustento, lazer e claro, perdão dos meus pecados e salvação em Jesus Cristo. Mas além deste sentimento me vem um sentimento ruim: eu não fiz tudo que devia ter feito pra anunciar a Salvação de Jesus Cristo, não tem como não ter esse sentimento. Mas o negócio é que eu não sei se vou morrer, se eu sobreviver espero sair mais da minha zona de conforto e fazer mais pelo Reino, sabendo que Ele em breve vem! E se eu morrer… Peço perdão a Deus por todo o meu egoísmo, por toda a minha preguiça e os meus julgamentos que me fizeram simplesmente paralisar.
(A inconformada)



Reflexões em tempo de quarentena 1

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Nós os crentes pedimos a volta de Jesus, e isso será maravilhoso mesmo. Mas a gente sabe o que antecederá a volta de Cristo.

Este pode não ser o Apocalipse (embora tá parecendo o começo dele), mas nos deixa pensativos: estamos preparados pra volta de Cristo? Estamos preparados pra aceitar o mal e não somente o bem? Estamos preparados pra ter que fugir pras montanhas, deixar nosso conforto, não negar a Jesus? Acho que a maioria de nós não está. Que Deus tenha misericórdia de nós e abrevie a Sua vinda.
(A inconformada)

terça-feira, 28 de abril de 2020

“Professores terão que mudar seu jeito de ensinar depois da quarentena”


Andreas Schleicher, principal responsável do relatório PISA da OCDE, considera que o custo social do fechamento das escolas pela pandemia é dramático
Andreas Schleicher (Hamburgo, 55 anos), diretor de Educação da OCDE e principal responsável pelo relatório PISA ―que mede o nível de conhecimento dos alunos de 15 anos de 75 países em ciências, matemática e leitura― acredita que a pior consequência do fechamento das salas de aula pelo coronavírus é o desaparecimento durante meses do maior igualador social: a escola. Na sua opinião, é o único lugar onde todas as crianças recebem o mesmo tratamento, independentemente da situação pessoal que cada um tenha em casa. “Ali veem outra forma de pensar, de agir e até de andar… Aprendem o conceito de responsabilidade social.” Por isso, seu maior medo é de uma fratura da “fábrica social” em que os colégios se transformaram.

Pergunta. Um dos últimos estudos da OCDE indica que um em cada 10 estudantes não têm uma mesa de estudos em casa. Qual é a melhor solução para os alunos mais desavantajados? É passar de ano com o resto de seus colegas?

Resposta. É uma pergunta complicada. Acho que fazer os jovens repetirem o ano é provavelmente a pior solução, porque, além de perder um ano, vai estigmatizá-los. Os sistemas educacionais devem encontrar a forma de redobrar seus esforços e analisar como os alunos com menos recursos em casa podem continuar aprendendo. Há uma grande espera depositada nos professores, e são eles os que têm de agir como mentores, inclusive dos trabalhadores sociais, e se manterem em contato permanente com seus alunos.

P. Pode ser problemático que em setembro [início do ano novo letivo na Europa, após a atual quarentena] as salas de aula se encontrem com uma proporção elevada de alunos que não assimilaram bem os conhecimentos do curso anterior?

R. Em setembro o ambiente de aprendizagem e o ambiente das salas de aula serão mais diversos que em qualquer outro ano. Haverá alunos que voltarão entusiasmados, com muitas aprendizagens on-line que os terão enriquecido, graças ao apoio de suas famílias. Outros chegarão desmotivados, e esse é o desafio: aumentar o reforço escolar para essas crianças.

P. A reabertura das escolas ocorre a diferentes velocidades na Europa. Os especialistas insistem em que a cada mês a desigualdade cresce exponencialmente.

R. O custo social do fechamento das escolas é dramático. Diferentes pesquisas mostram que não é a cada mês, e sim a cada dia. Inevitavelmente, a lacuna de desigualdade vai aumentar, e precisamos encontrar fórmulas para mitigá-la: os alunos terão que dedicar mais horas ao estudo, será preciso envolver as famílias… Não há uma resposta clara. As famílias com mais recursos poderão compensar com aulas extracurriculares pagas do seu bolso. O que as famílias querem para seus filhos é o que o Governo terá que assegurar para todos.

P. Levando-se em conta a crise econômica que está começando, é realista pensar que os Governos vão priorizar o orçamento educacional para assegurar esse reforço?

R. O futuro dos nossos países depende da educação; as escolas de hoje serão a economia de amanhã. Desde que começou a pandemia, o caso da China me impressionou. Uma das suas prioridades foi a educação. O Governo lançou uma plataforma gratuita de aprendizagem na nuvem com 7.000 servidores e 90 terabytes de banda larga, que permite que 50 milhões de alunos se conectem simultaneamente. Apostar na educação é uma decisão que toda nação deveria tomar.

P. É uma questão de dinheiro ou de vontade política?

R. Efetivamente, essa medida custou muito dinheiro, e grande parte dele foi doado por companhias tecnológicas. Há dois pontos de partida que são importantes. Desde o primeiro dia, todos os professores na China se envolveram com o uso dessa plataforma. Não se limitaram a dizer aos alunos que a usassem, como, além disso, telefonaram diariamente para eles a fim de entender claramente suas necessidades. Prestou-se muita atenção aos alunos sem possibilidade de acessar a Internet, que receberam livros didáticos e materiais, dentro de um plano organizado pelas escolas.

P. Por que em países como a Espanha e a França não se tentou lançar esse tipo de plataformas, se as já existentes não têm capacidade suficiente?

R. O Governo espanhol tem feito um grande esforço para usar ferramentas digitais e tem agido bem na busca por aliados da indústria tecnológica. Acredito que o mais difícil para eles tenha sido envolver os docentes, é aí onde provavelmente os esforços devem ser concentrados, em conseguir que os professores sejam parte ativa nesta mudança. O ensino on-line será crucial no futuro do ensino, os professores deveriam se esforçar mais.

P. Qual é sua recomendação para que o trabalho nestes dias seja eficiente?

R. Como professor, neste momento você não tem como resolver os problemas sozinho, só em equipe. Nisso a Espanha tem muito trabalho a fazer. Segundo os resultados do relatório Talis, os docentes espanhóis estão entre os que menos colaboram entre si, trabalham de forma isolada em sua sala de aula. Só 24% declaram participar de uma rede de colaboração para desenhar planos de docência ou compartilhar material pedagógico, frente aos 40% de média dos países da OCDE. É importante respeitar a autonomia dos docentes, mas neste momento é preciso fomentar a cultura colaborativa e não estar esperando instruções dos Governos, e sim assumir a responsabilidade da situação e contatar colegas para lançar medidas inovadoras. Os líderes de cada escola têm que se conectar aos professores, criar comunidades e comitês entre diferentes colégios. Um dos resultados do PISA é que 50% dos professores em escala mundial não se sentem cômodos com o ensino digital.

P. Os dados do Talis dizem que apenas 59% dos diretores desenvolvem ações para conseguir a colaboração entre docentes. Quem deve mandar essa mensagem?
R. A crise amplifica a necessidade de estarmos conectados. Essa mudança deve partir da própria comunidade educativa. Os bons líderes não estão nos gabinetes decretando ordens, estão envolvidos na solução, de forma ativa. O Governo afinal está muito longe de ter um efeito sobre o que acontece nas salas de aula. Os professores na Espanha continuam muitos dependentes do que a Administração dita.

P. Os docentes deverão modificar sua forma de ensinar em setembro?

R. Absolutamente. O grande preço que vamos pagar pela crise não é só a perda de aprendizagem, e sim os jovens afetados pela insatisfação, pela decepção e que perderam sua confiança no sistema educativo. [As escolas] terão que escutar mais, detectar a necessidade de cada um e desenhar novas formas de aprendizagem para se encaixar em diferentes contextos pessoais. Não se pode voltar como se nada tivesse acontecido.

P. Como se deve avaliar durante o confinamento?

R. Devemos realizar a máxima avaliação possível. Educação e avaliação andam de mãos dadas. Quando você está na escola, sabe como cada estudante está evoluindo, mas, quando não os vê dia a dia, é preciso usar ferramentas on-line para ver se ele está aprendendo. Sou muito otimista e acredito que podemos ser muito criativos com novos formatos de avaliação.

P. Deve-se manter a avaliação nestes meses de confinamento, ou focar o apoio emocional?

R. Talvez seja preciso mudar a natureza da avaliação, mas insisto em que é importante mantê-la para poder acompanhar a evolução do aluno. Se não fizerem isso, os professores se tornarão cegos, e também é uma forma de conseguir que os alunos não se desconectem.

P. Você criticou que não haja uma maior colaboração público-privada para confrontar a crise educativa pela covid-19.

R. A inovação educacional exige a colaboração entre o público e o privado, e na Espanha há uma cultura de confrontação entre o público e o privado. Parece que a educação é só coisa do Governo, e é preciso que a sociedade se envolva e contribua com ideias criativas. As empresas também têm que tomar partido e propor soluções, por exemplo, para as práticas dos alunos de Formação Profissional. O futuro do país depende de como se administre esta crise educativa.
*(Blog transformação e educação)


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Opinião: Alienação Voluntária


Imagem: reprodução
Cada vez encontro mais pessoas que assumem que estão a um passo da alienação voluntária. Que abstraíram-se ou estão seletíssimas no que ouvem e leem. São aqueles que outrora eram "politizados", que opinavam e se colocavam.

Não que deixaram de ter opinião, mas simplesmente não querem mais emiti-las. Cansaram. Uma aparente desistência. Estão dentro de suas casas e nas casas dos seus, comunicando-se através de uma linguagem própria, como que concluindo: não tem mais jeito.

As justificativas são variadas: desilusão com a política institucional, decepção com os que diziam ser o governo do povo combinado com o susto do crescimento de figuras e posturas de um conservadorismo podre defendido até gente de convívio próximo, dentre outras tantas.

A violência real que mata uma geração e coloca o Brasil com números de homicídios comparáveis a países em guerra, sela a opção destes novos alienados, mas agora por vontade própria. Até um acréscimo no número de casos de suicídio percebemos, e o pior que entre os jovens, esperançosos naturalmente.

Essa indiferença talvez seja a mais cruel face da crise de toda ordem que vivemos, porque resulta de um pensamento lógico construído e conclusivo.

Os filósofos do pessimismo tomam vida mais uma vez através do seu pensamento que se faz presente. Thomas Hobbes está em alta: "O homem é o lobo do homem, em guerra de todos contra todos." Como não, em várias situações cotidianas no Brasil de hoje, concordar com esse inglês do século XVII? E o Schopenhauer que entende que "O mundo é a minha representação." e de tal forma denuncia que neste mundo de representação as coisas têm existência meramente relativa. E ainda podemos citar o Doutor da Igreja Santo Agostinho, ao compreender que o fundador da Cidade Terrena foi o fraticida Caim, e, portanto, por aqui, não temos jeito a dar porque o vício impera. O que mais nos resta? De onde fazer renascer a esperança? Da arte! Mas até a arte está na mira do conceito monopolizador. Todavia,  ela, a arte, resiste bravamente, nem que amargamente, entre poucos, aqueles poucos, que declamam com a melancolia poética de Augusto dos Anjos: "Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja."

Vanilo de Carvalho, advogado, professor universitário, especialista em Direito Constitucional, mestre em Direito Internacional, conselheiro da Ordem dos Advogafos do Brasil, membro da Comissão Nacional do Exame de Ordem (Brasília) membro do Instituto Ph, membro da Academia Brasileira de Cultura Jurídica, Cavaleiro da Ordem de Malta (Roma), membro da Comissão de Justiça e Paz (vinculado à CNBB), escritor, analista político-social, educador jurídico.



domingo, 26 de janeiro de 2020

De Maquiavel às redes sociais.


*Por Reginaldo Silva
Basta abrir a tela de um celular que é possível encontrar um governante fazendo uma enquete ou voltando atrás de uma decisão tomada em virtude da pressão das redes sociais. Elas tanto impulsionam imagens de forma positiva, quanto fazem verdadeiros estragos em personalidades públicas quando usadas de forma negativa.

Maquiável foi um importante consultor de “marketing político” no período das monarquias absolutistas, embora pareça insignificante o uso da imagem naquela época, uma vez que os reis se mantinham no poder pela força de seus exércitos e religião que moldavam o comportamento das sociedades, ele sabia da importância do governante manter o apoio popular.

Um povo forte e organizado é sempre uma ameaça para qualquer regime, seja no mundo real ou virtual.

Embora as redes sociais sejam um fenômeno relativamente novo é inegável a mudança de comportamento das sociedades a partir de sua utilização. Comportamentos que considerávamos inadequados, tornaram-se aceitáveis do dia para noite nas redes sociais.

No campo político, a mais recente eleição presidencial no Brasil, teve toda uma estrutura organizacional mudada em virtude do uso das redes, tanto na difusão das boas como das más notícias, as chamadas “Fake News” que circularam com força total no pleito passado e que ainda permanecem vivas neste ano eleitoral.

Ilustres desconhecidos do mundo real foram arrastados pela avalanche das redes sociais e conduzidos ao poder pela força das urnas, desempregando velhos conceitos infalíveis de cientistas políticos.

Na era das informações em tempo real, a sociedade civil ganha mais espaço no mundo político e torna-se protagonista dos seus desejos e aspirações.

De Maquiavel às redes sociais, muita coisa mudou, embora estejamos tão perto, continuamos cada vez mais longe e a melhor forma de identificar as pessoas, ainda são aquelas mais primitivas, olhando olho no olho, muito embora, o mundo virtual seja um caminho sem volta.
*Ceará Noticias




sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Eleições 2020: A decisão de concorrer


Por Francisco Ferraz

Tomar a decisão de concorrer é um problema que afeta a todos os pré-candidatos a uma eleição. Para alguns se trata do próximo passo numa carreira já assumida. Para outros, entretanto, implica numa decisão complexa e até angustiante.

A decisão de concorrer empurra o candidato para o melhor e para o pior dos mundos.

É uma experiência inesquecível que, no breve espaço de tempo em que ocorre, traz à tona o melhor e o pior das pessoas.

Você deve pensar bastante antes de dar este passo. Concorrer implica em jogar-se num mundo novo, fascinante e atemorizante, que tem o poder de fazer com que sua vida nunca mais seja como era antes. Ela será melhor ou pior, mas o certo é que não será igual.

Poucas atividades produzem um envolvimento pessoal tão intenso e tão exigente quanto à de ser um candidato. A candidatura provoca altos e baixos no seu humor e sentimentos, a cada dia ou mesmo a cada hora.

Com a decisão de concorrer, você transita, de maneira imediata, do mundo privado para a esfera da vida pública. Nesta passagem há perdas e ganhos. Você perde a proteção de sua privacidade, o comando do seu tempo, e muito da qualidade de sua vida pessoal e familiar.

Você por outro lado, ganha a experiência única de participar e influir nas questões maiores da sua comunidade, o envolvimento no mais emocionante dos jogos que um adulto pode jogar e a condição honrosa, para você e sua família de poder tornar-se uma autoridade pública.

A decisão de concorrer, portanto, considerando-se todos os aspectos que envolve, exige uma madura reflexão prévia e um julgamento sóbrio e realista. Você tem que entrar sabendo para não se arrepender depois.

Embora quem decida concorrer o faça na expectativa da vitória, é oportuno estar consciente de que, somente uma fração pequena dos que se candidatam conseguirá se eleger. Saber conviver com a derrota é, pois, uma condição psicológica indispensável.

É bem verdade que as derrotas na política, não são absolutas. Sua votação é seu capital. Um candidato derrotado para uma função pode vir a ocupar outra (derrota parcial/vitória parcial) em razão da votação que logrou fazer. É, pois, possível permanecer no “jogo”, mesmo não tendo obtido sucesso na disputa que enfrentou.

Para quem decidiu concorrer, portanto, o importante é continuar no jogo, o que se consegue com o apoio dos eleitores, mesmo que em número insuficiente para se eleger.

A competição política, como disputa, não é uma escaramuça simples, onde pessoas de “pele sensível” se enfrentam.

Ela exige, ao contrário, “pele grossa” para resistir os ataques, muita determinação, vontade e firmeza. Os melhores candidatos são operadores “duros”, capazes de aplicar tantos golpes quanto os que recebem.

Deve-se estar preparado para lidar com gestos tocantes de apoio e solidariedade, assim como gestos de covardia e traição. Deve-se ser capaz de inspirar outros, de motivá-los, de identificar-se com os seus sentimentos e desejos, sem comprometer sua visão estratégica e racional. Não se faz campanha sem emoção, mas não se ganha sem planejamento e racionalidade.

A decisão de concorrer implica também na decisão de preparar-se para a campanha eleitoral. O talento para a política pode ser inato na pessoa. Como em outras áreas, entretanto, o aproveitamento do talento como um diferencial na competição, dependerá sempre da disciplina, da preparação, do aprendizado e, no caso da política, da capacidade de produzir um trabalho coletivo.

O talento, sem estes acompanhamentos, pode produzir lances brilhantes, mas carecerá da continuidade, da profundidade e da disciplina, sem as quais dificilmente se conquista a vitória.

Há um conhecimento, testado e comprovado, sobre eleições e campanhas eleitorais, que o candidato não pode ignorar. Mais ainda, este é um conhecimento que está em constante transformação e evolução, de forma que, mesmo os políticos experientes, precisam se atualizar.

Uma campanha eleitoral moderna é um empreendimento muito complexo e sofisticado, quando comparado com as formas antigas e tradicionais de fazê-la.

Correndo contra um tempo que sempre é inferior ao desejável, e, contra uma necessidade de recursos que sempre é maior do que a disponibilidade, o planejamento e a organização para a coleta de informações, o posicionamento estratégico da candidatura, o marketing da campanha e as atividades presenciais do candidato, são imperativos dos quais dependem as chances de sucesso na disputa.

Na realidade, a campanha eleitoral é uma empresa (em certos casos, uma grande empresa) feita para durar alguns meses e produzir uma vitória. Montar esta empresa, sustentá-la e operá-la com eficiência, constitui um desafio que, por certo, exige preparação prévia e conhecimento.

A condição primeira, para que estas exigências da moderna campanha eleitoral sejam satisfeitas, é:

Uma decisão de concorrer, assumida “com gosto”, disposição para enfrentar o que vier pela frente e a ambição de vitória.
*Politica para políticos.



sexta-feira, 22 de novembro de 2019

De que lado você está na discussão sobre terminar amizades por causa de política?

REFLEXÃO POLÍTICA

Autor: Sérgio Moraes                              

         A Política é importante na construção de uma sociedade, nas relações institucionais e humanas, sendo o eixo do mundo, porque todos os Países, Estados e Municípios dependem da Política, pois se a política de um determinado país vai mal, afeta a vida das pessoas em qualquer lugar do mundo. Exemplo: Se a bolsa de valores despenca na Ásia ou nos Estados Unidos, isso nos afeta.  Se o preço do barril de petróleo dispara ou se o dólar aumenta, isso também nos afeta.        

      Tudo isso é Política.

         Infelizmente em nosso País, a Política se tornou “uma doença que precisa ser tratada”, pois muitos políticos ruins são como um vírus, que contaminam todo o sistema e muitas vezes o certo paga pelo errado, onde ao invés de separarmos o joio do trigo, temos o costume de generalizar, em virtude dos incontáveis absurdos praticados por diversos políticos.

         Em ano eleitoral, observa-se que, muitas vezes a “Ganância”, a “fome do poder”, o “Status” e as “Vantagens” vale mais do que a “Família e as Velhas e Boas Amizades”.  É assim que se vive nas disputas políticas:

Famílias brigando e se dividindo por causa da política;
Amigos destruindo velhas e boas amizades por causa da política;
É um tal sou mais esse... Sou mais aquele...
Desentendimentos... Ódio... Perseguições...
Palavras Ofensivas... Fofocas... E até Violência....

Muitas vezes, até quando você está só conversando com amigos, os fofoqueiros de plantão já julgam e dizem: “Fulano estava conversando com sicrano que é do outro lado”. “O candidato tal tava na casa da fulana”. E por aí vai...

São tantas mazelas, mesquinharia, fofocagem, olhares maldosos, inveja,    pré-julgamento e falta de respeito, que faz com que os cidadãos fiquem cada vez mais desacreditados e enojados com essas situações.
Agora é momento de fazermos a nossa “REFLEXÃO POLÍTICA” e perguntarmos a nós mesmo: “Será que vale a pena eu me distanciar da minha família e perder as boas amizades por causa da política ?”

Vamos aprender a não misturar as coisas e saber conviver políticamente em harmonia, pois quando a política afeta o convívio familiar e as amizades, Ela passa, mais as marcas e feridas profundas ficam para sempre.

A Política é importante quando é feita sem demagogia e desentendimentos.

A Família e os Amigos são muito mais, pois é o Elo que nos une a DEUS.

Não deixe que a “politicagem” afete os seus relacionamentos.

Exerça a sua cidadania sem denegrir a imagem de ninguém.

As eleições passam, mas a família e as boas amizades ficam no coração.

REFLITA E PENSE BEM !