segunda-feira, 24 de abril de 2017

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR – BNCC



Como a Base Nacional Comum Curricular – BNCC irá contribuir para a melhoria da educação no Brasil?

Uma das razões do baixo desempenho dos alunos brasileiros em avaliações nacionais e internacionais é a ausência de indicações claras do que os alunos devem aprender para enfrentar, com êxito, os desafios do mundo contemporâneo.
A adoção de uma Base Nacional Comum Curricular – BNCC enfrenta diretamente esse problema. Ao indicar com precisão as competências que os alunos devem desenvolver e os conteúdos essenciais para seu desenvolvimento, a Base Nacional Comum Curricular – BNCC dará, às escolas e aos professores, clareza sobre o que seus alunos devem aprender – e o que devem ser capazes de fazer com esse aprendizado.
Espera-se que a Base Nacional Comum Curricular – BNCC ajude a superar a fragmentação das políticas educacionais e que possibilite o fortalecimento do regime de colaboração entre as três esferas de governo.
Que seja também balizadora da qualidade da educação, isto é, da garantia do direito dos estudantes a aprender e a se desenvolver, contribuindo para o alcance das metas do Plano Nacional de Educação (PNE).

Qual a diferença entre Base Nacional Comum Curricular – BNCC e currículo?

A Base Nacional Comum Curricular – BNCC é uma referência nacional obrigatória, mas não é o currículo. Seu papel será justamente o de orientar a revisão e a elaboração dos currículos nos estados e nos municípios.
A Base Nacional Comum Curricular – BNCC estabelece os objetivos que se espera que os estudantes venham a atingir, enquanto o currículo define como alcançar esses objetivos. De maneira simples, é possível afirmar que a Base Nacional Comum Curricular – BNCC indica o ponto aonde se quer chegar. O currículo traça o caminho até lá.
As redes de ensino têm autonomia para elaborar ou adequar os seus currículos, de acordo com o estabelecido na Base Nacional Comum Curricular – BNCC – assim como as escolas têm a prerrogativa de contextualizá-los e adaptá-los a seus projetos pedagógicos.
Um exemplo prático disso vem da disciplina de Ciências. Se a Base Nacional Comum Curricular – BNCC estabelecer que um dos conteúdos for o conceito de cadeia alimentar, cada rede e cada escola terá liberdade para escolher, entre outros aspectos, os ecossistemas que utilizará como referência ao tratar do tema.
Assim, uma rede de ensino da região Norte poderá abordar as cadeias alimentares em ecossistemas da Amazônia; do Nordeste, na caatinga; do Centro-Oeste, no cerrado; do Sudeste, na mata atlântica; do Sul, no pampa. E assim por diante.

Qual é o objetivo da Base Nacional Comum Curricular – BNCC ?

Elevar a qualidade do ensino em todo o Brasil, indicando com clareza o que se espera que os estudantes aprendam na Educação Básica.
A Base Nacional Comum Curricular – BNCC tem o objetivo também de promover equidade nos sistemas de ensino, isto é, de promover o direito de aprendizagem da totalidade dos estudantes de todas as unidades da federação, de escolas públicas e privadas, do interior e das capitais, das zonas rurais e urbanas, das áreas nobres e das periferias das grandes cidades.
Fará isso por meio de uma referência comum obrigatória para todas as escolas do país, respeitando a autonomia assegurada pela Constituição aos entes federados e às escolas.

O que é a Base Nacional Comum Curricular – BNCC?

É um conjunto de orientações que deverá nortear os currículos das escolas, redes públicas e privadas de ensino de todo o Brasil. A Base Nacional Comum Curricular – BNCC trará os conhecimentos essenciais, as competências e as aprendizagens pretendidas para as crianças e jovens em cada etapa da Educação Básica em todo país.
O documento conterá:
• Competências gerais que os alunos devem desenvolver em todas as áreas;
• Competências especificas de cada área e respectivos componentes curriculares;
• Conteúdos que os alunos devem aprender e habilidades a desenvolver a cada etapa da Educação Básica da Educação Infantil ao Ensino Médio.
• A progressão e sequenciamento dos conteúdos e habilidades de cada componente curricular para todos os anos da educação básica.

Quando a Base Nacional Comum Curricular- BNCC estará em sala de aula?

A Base Nacional Comum Curricular – BNCC deverá ser implementada em até dois anos após a sua homologação. É importante destacar, porém, que a Base propriamente dita é um documento orientador da Educação Básica.
Assim, chegará às salas de aulas por meio dos currículos, da formação de professores e da elaboração de livros didáticos, entre outras formas, uma vez que toda a Educação Básica brasileira passará a ser referenciada à Base. A partir de 2017, o MEC iniciará um diálogo com as redes de ensino sobre as principais etapas de implementação e sobre a preparação necessária.
Nos dois anos que antecederem a implementação em sala de aula, deverá ocorrer a adaptação dos currículos locais, seguindo as orientações da Base Nacional Comum Curricular – BNCC (pelas diferentes redes de ensino); a implantação de programas de formação de professores em serviço, para adoção da Base; a adaptação do material didático e a criação de novos recursos pedagógicos alinhados à Base Nacional Comum Curricular – BNCC ; a revisão das matrizes de avaliação, entre outras etapas fundamentais para que a Base possa ser implementada com qualidade.

Quem irá fazer a formação dos professores?

Antes que as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular – BNCC entrem nas salas de aulas, haverá formação continuada para os professores e gestores em serviço. A formação continuada será fundamental para garantir que os professores estejam preparados e seguros para lidar com a Base e com os novos currículos.
Embora a implementação da Base Nacional Comum Curricular – BNCC seja prerrogativa dos sistemas e das redes de ensino, a dimensão e a complexidade da tarefa vão exigir que União, DF, Estados e Municípios somem esforços.
Na perspectiva dessa colaboração, a primeira tarefa do MEC deverá ser o alinhamento da formação de professores, tendo em vista a adoção da Base Nacional Comum Curricular – BNCC.

Os professores precisarão passar por alguma formação específica?

Os professores de todo o Brasil deverão participar de formações continuadas para que conheçam a Base Nacional Comum Curricular – BNCC , assim como seu papel no sistema educacional do país e as mudanças propostas pelo documento. As formações continuadas deverão garantir que os professores estejam preparados para ensinar conforme as orientações previstas na Base.
E então gostou? Comente: Como a sua Escola já está se preparando para as mudanças que estão chegando com a implantação da Base Nacional Comum Curricular – BNCC ? 

As informações sobre a Base Nacional Comum Curricular -BNCC foram extraídas do site: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/

ERRO NO. 3: AMEAÇAR, AMEAÇAR, AMEAÇAR E…NÃO CUMPRIR



Você já passou pela situação de ter de chamar a atenção de um aluno “indefinidamente” e ele nem dar a mínima para você ? Com certeza, nessa situação você chamou a atenção uma vez, depois duas, depois três e……nada do aluno fazer o que você pedia.

Na verdade demorei muito para aprender que, ao dar vários “avisos” eu estava, dando ao aluno um passe livre para que ele continuasse a fazer o errado.

Você já deve, também ter ouvido a seguinte pérola do aluno: “ não adianta mandar bilhete não, porque minha mãe não vai fazer nada comigo “.

No meu primeiro ano de magistério, lá estava eu ávida para aplicar tudo o que havia aprendido na Faculdade. Agora era a hora de colocar em prática tudo o que os teóricos e especialistas diziam que era apropriado para disciplinar os alunos mais afoitos.

Então o que eu fazia quando os ânimos começavam a ficar inflamados e a sala a sair do controle era pegar o giz de escrever e anotar no quadro o nome de quem estava bagunçando. Como segundo aviso, caso o aluno continuasse bagunçando , (claro que eles continuavam), eu fazia o quê? Uma MARCA ao lado do nome dele que já estava no quadro. E como terceiro aviso, caso ele ainda persistisse na bagunça (eles sempre persistiam), eu sempre encontrava uma outra mega maneira que não levava a nada.

Como eu logo descobri, esse “sistema” não funcionaria nunca. Quem iria intimidar-se com o nome no quadro? Ou com uma marca ao lado do nome ? O aluno sempre esperava que eu fornecesse uma consequência , e na verdade o que eu dava para ele era um “ passe livre” para continuar bagunçando.

No final da aula, além de eu ter uma folha toda decorada e marcada com vários nomes eu ainda continuava com uma sala de aula toda desgovernada. Moral da estória: eu estava longe de saber o que devia fazer.

Depois de muito observar, tentar, testar, insistir, retroceder depois voltar, analisar os teóricos e os especialistas, constatei que não existe uma receita que se aplique a toda as situações. Cada indivíduo e cada situação, são únicos e, portanto exigirão soluções específicas.

Infelizmente, há muitos Educadores ávidos de soluções prontas, ficam eternamente em busca do “ Santo Graal da Sala de Aula” e se frustram dizendo que a teoria, que cursos, que ideias, que sugestões, nada funcionam.

O fato é que, TUDO contribui para criarmos o nosso próprio sistema de gerenciamento da sala de aula no que diz respeito a criar as consequências, as regras, o manejo da turma, a preparação das aulas, a seleção das estratégias e atividades.

Seja lá qual for a consequência que você tenha definido para inibir o comportamento desrespeitoso de um aluno, seja tirá-lo da sala de aula, seja fazê-lo apresentar um resumo da lição para todos da sala no intuito de verificar o entendimento, seja chamar os Pais, acionar a Coordenação, fazê-lo copiar 100 vezes no caderno “ não farei mais isso” (ainda tem Professor que pede isso), o segredo é: aplicar a consequência IMEDIATAMENTE.

Isso mesmo, sem dar aviso, sem dar dica, sem ficar adulando ou ameaçando. A eficácia de qualquer sistema de gerenciamento da sala de aula envolve a seguinte premissa: cumpra, imediatamente, o que foi combinado. Nada de julgamentos, bate-boca, justificativas. Seja certeiro e cumpra a sentença.

Aqui vai um alerta: você não dará o aviso porque todas as consequências e regras já foram COMBINADAS. No início do ano é de praxe definirmos a “Constituição da Sala” ou “Combinados da Classe”, onde todos já sabem o que acontecerá em cada situação, ou regra que for infringida. Antes de aplicar a consequência o Professor sempre fará referência aos ” Combinados” (deixe as consequências por escrito sempre à mostra na sala de aula). Outro modo de aplicar a consequência é sempre antes perguntar para a classe o que foi combinado para aquela situação, deste modo o aluno a ser disciplinado tira o foco do Professor e se concentra na reparação do erro.

Faça a seguinte conta: Em uma sala com 30 alunos, cada um tem direito a receber até 3 avisos antes que o Professor tome alguma providência teremos então 90 momentos de bagunça até que o aluno receba a devida consequência pelos seus atos. Então a saída é: não dar aviso NENHUM.

Errado: “ Átila, fique quieto. Se eu tiver que ir até a sua carteira, você já sabe o que vou fazer, blá, blá, blá “

Correto: “ Átila, você está atrapalhando a sala de aula. Você ficará 15 minutos após a aula para finalizar suas tarefas”

Talvez a sua pergunta seja: “ A estória terminaria aí ” ? Provavelmente não. No entanto ao cessar em dar tantos avisos, ou de ficar ameaçando e não fazendo nada, o Professor estará contribuindo para criar uma atmosfera de paz.

Se você já desenvolveu ou está desenvolvendo um sistema de gerenciamento de sala, compartilhe no nosso blog. Trocar experiências com outros colegas pode fornecer excelentes ideias e estratégias.

terça-feira, 14 de março de 2017

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NA GESTÃO PUBLICA MUNICIPAL



A Gestão Pública Municipal tem inúmeros desafios a serem superados para poder levar a população serviços de qualidade, o Gestor Público ao compor sua equipe, precisa avaliar competência técnica, responsabilidade e o nível de conhecimento que sua equipe possui sobre os principais problemas locais para atender as necessidades sociais da forma mais correta possível.
A Gestão Pública Municipal eficiente baseia-se em princípios modernos, em prol da qualidade de vida da sociedade, e um dos princípios da Nova gestão Pública, ou Gestão Publica Gerencial é a aplicação do Planejamento Estratégico e sua importância na composição do quadro de colaboradores.
O Capital Humano, como é chamado o quadro de funcionários nesse novo modelo de gestão, busca a valorização das qualidades e competências individuais, por isso é chamado de capital, porque tem valor e dele depende o bom andamento de toda gestão, a gestão pública é executada por pessoas para o beneficio de pessoas (sociedade).

Para cumprir bem sua função, a administração pública – órgãos e entidades – deve possuir, além dos recursos adequados, o capital humano necessário de modo a atuar com eficiência, eficácia e efetividade, trazendo para a administração pública significativa melhoria de seu desempenho.

A sociedade, por sua vez, exige moralidade, profissionalismo e excelência por parte dos funcionários públicos, bem como por melhor qualidade de vida e redução das desigualdades sociais. O cidadão vem deixando, gradualmente, de ser sujeito passivo e passa a exigir, em níveis progressivos, melhores serviços, respeito à cidadania e mais transparência, honestidade, economicidade e efetividade no uso dos recursos públicos.

Levando em consideração as exigências citadas, a busca pelo aperfeiçoamento e pela profissionalização da administração pública assume papel fundamental para cumprir com os anseios da sociedade.

A nova administração pública tem como foco o atendimento das necessidades do cidadão. Para tanto, são empregados diversas ferramentas gerenciais, entre elas a mudança na postura estratégica das organizações públicas, não há mais lugar para o improviso, a gestão pública exige pessoal qualificado e disposto ao desenvolvimento de um trabalho de excelência, e é ai que entra o conceito de planejamento na gestão de um município.


OS TRÊS NÍVEIS DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL NO SETOR PÚBLICO: ESTRATÉGICO, TÁTICO E OPERACIONAL.

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

O planejamento estratégico é o começo de tudo, é a visão do futuro na organização da estrutura de trabalho, e designar corretamente cada colaborador exige um profundo conhecimento do capital humano disponível. As decisões tomadas no planejamento estratégico são de estrema responsabilidade e vão definir o sucesso ou o fracasso de uma gestão. Esse papel é único e exclusivo do Prefeito(a), ele(a) é a liderança na composição do planejamento tático (secretários e diretores).

PLANEJAMENTO TÁTICO
Enquanto o planejamento estratégico define os rumos de toda a organização, o planejamento tático tem um envolvimento mais limitado, a nível departamental. O planejamento tático é o responsável por criar as condições para que as ações estabelecidas no planejamento estratégico sejam atingidas.
Por se tratar de um planejamento mais específico, as decisões podem ser tomadas por pessoas que ocupam os cargos de diretoria ou gerencia, e podemos dizer que o planejamento tático é a execução do planejamento estratégico, ele traduz e interpreta o plano estratégico para transformá-lo em planos concretos.
Podemos dizer que dentro da organização publica municipal esse papel cabe aos secretários ou diretores.

PLANEJAMENTO OPERACIONAL
O planejamento operacional é responsável pela execução das ações e metas traçadas pelo nível tático para atingir os objetivos das decisões estratégicas. Neste planejamento os envolvidos são aqueles que executam as ações definidas pelo planejamento.
Aqui, todos os níveis da organização estão envolvidos e cuidam do acompanhamento da rotina, garantindo que todas as tarefas e operações sejam executadas com excelência, de acordo com os procedimentos estabelecidos, preocupando-se em alcançar os resultados específicos.

No nível operacional estão todos os funcionários, em todos os departamentos da administração pública.

PRINCIPAL ERRO NA COMPOSIÇÃO DOS DIVERSOS NÍVEIS DE GESTÃO:  Designar as pessoas certas para as funções erradas.

Lembrando sempre que o funcionário publico, seja ele concursado ou comissionado, dos níveis estratégico, tático ou operacional, é antes de mais nada, um funcionário do povo. E como tal, faz parte de uma grande engrenagem, todas as peças trabalhando juntas para o bem comum.
 
“Nossos objetivos somente podem ser alcançados através de um veículo de planejamento no qual acreditamos fervorosamente, e com o qual devemos vigorosamente atuar. Não existe nenhum outro caminho para o sucesso”. - Pablo Picasso

Pesquisa:
http://www.blogdaqualidade.com.br/a-diferenca-entre-o-planejamento-estrategico-tatico-e-operacional/
http://portal3.tcu.gov.br/portal/pls/portal/docs/2507576.PDF

EDUCAÇÃO VEM DE CASA



Educação tem de vir do berço e cabe a família responsabilizar-se por isso ! Se cada família praticasse esta máxima: Educar os filhos dentro de princípios morais e boas maneiras, com certeza não teríamos Professores frustrados e exauridos devido a falta de educação de muitas crianças e jovens.

Todos os dias em milhares de salas de aula espalhadas pelo Brasil e pelo mundo, crianças e jovens chegam ao ápice da malcriação destilando todo tipo de impropérios nas dependências da Escola e fora dela,  comunicando-se uns com os outros  aos berros de forma rude e irônica, tratando mal os colegas, Professores e demais Funcionários da Escola.

O ano começa, e é preciso deixar claro, para a Família e para o Aluno,  que o Professor não vai tolerar este tipo de comportamento. Mas para posicionar-se frente a esta questão, é preciso que o Professor saiba exatamente o que deve ser cobrado da Família e do Aluno no que refere-se a educação familiar e boas maneiras de convivência em grupo.

Tanto nas séries iniciais quanto nas Finais tratar de questões relacionadas a boas maneiras é um assunto delicado, pois perpassa na negligência do adulto, que neste caso é o Pai e a Mãe, que se omitem em ensinar o básico aos seus filhos, pois acreditam piamente que  cabe ao Professor dar esta educação também.

Ninguém quer um vizinho mal educado, ninguém contrata ou mantém um funcionário  ignorante no trato das pessoas, uma mulher não deseja casar-se com um homem rude e desprovido de tato e educação. Um Professor também não quer uma criança ou jovem desrespeitoso, mal educado e mentiroso como aluno.

É de conhecimento de todos os  Professores que devido ao fato da criança ou jovem chegar na Escola sem o mínimo de educação familiar, ocorrem uma série de problemas que desencadeiam a indisciplina e tumultuam o andamento das atividades na sala de aula, e que por esta razão, muitas vezes, inviabiliza que o aprendizado ocorra de maneira satisfatória.

Sob este ponto de vista seria apropriado dizer que, neste caso, os Pais são responsáveis pela  indisciplina e falta de educação dos filhos e portanto, devem ser responsabilizados por isso.

Reflita comigo, se as crianças e jovens chegassem com mínimo de educação trazida de casa, dada pelos Pais, boa parte dos problemas de indisciplina dentro da sala de aula estariam resolvidos. Esse mínimo de educação envolveria que o aluno soubesse seis questões básicas:

6 Princípios Básicos de Boas Maneiras que todos devem trazer do Lar:

1) Peça “Por Favor” , diga “Obrigado”, “Com licença “ e mantenha  sempre o controle emocional

2) Fale educadamente, sem usar gírias, palavrões, ou expressões de baixo calão

3) Trate com respeito todos a sua volta e jamais fale de alguém pelas costas

4) Jamais use de intimidação verbal ou física para conseguir o que deseja

5) Seja íntegro: sustente o que você diz e faz e enfrente sempre as conseqüências dos seus erros

6) Jamais use de mentiras, enganação e falsas acusações

Como acionar os Pais:

Todos os anos é quase impossível fazer com que, justamente os Pais dos alunos que mais dão problema, compareçam na Escola, porém aqui vão algumas sugestões para você já implementar no início do ano.

1)     Crie um novo Cartaz com esses 6 itens e acrescente  outros mais que você julgar necessários e que melhor se ajustem a sua situação e necessidade

2)     Afixe o Cartaz criado na sua sala de aula e  nos corredores

3)     Para a primeira Reunião de Pais prepare:

. Cartaz para ser entregue aos Pais

. Termo de Responsabilidade  do Comportamento e Disciplina do filho, pode ser usado como sugestão,o seguinte cabeçalho extraído do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente):

“ART. 4° – É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.  (ECA)

Art. 129. São medidas aplicáveis aos pais ou responsável (no caso de negligência com relação a criança e ao adolescente):

I – encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família;

II – inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos;

III – encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico;

IV – encaminhamento a cursos ou programas de orientação;

V – obrigação de matricular o filho ou pupilo e acompanhar sua freqüência e    aproveitamento escolar;

VI – obrigação de encaminhar a criança ou adolescente a tratamento especializado;

VII – advertência;

VIII – perda da guarda;

IX – destituição da tutela;

X – suspensão ou destituição do pátrio poder

No Termo de Responsabilidade coloque também o nome de todos os alunos e ao lado deixe uma linha em branco, assim, após conversar com todos os Pais, eles devem assinar o Termo, dando ciência do que foi exposto.

4) Diálogo Amistoso: Na Reunião é preciso que seja debatido e esclarecido que cabe aos pais criar, educar e assistir seus filhos pois o cumprimento desses deveres leva a um desenvolvimento emocional, psicológico e social sadios dos filhos por meio da paternidade responsável.

É dever dos pais transmitir valores éticos e morais a seus filhos, através de ensinamentos e exemplos de vida, de forma a contribuir de maneira positiva no seu desenvolvimento e na formação de seu caráter e caso isso não esteja sendo feito devidamente, é preciso que eles saibam que serão responsabilizados civilmente.

5. Conselho Tutelar: Nesta reunião o Conselho Tutelar pode ser convidado debater em maior profundidade as responsabilidades das famílias em relação aos filhos. O Conselho Tutelar também deverá ser acionado caso a Escola constate negligência, por parte da família, em relação a educação dos filhos.

Diz o ditado popular ” Educação é bom e eu gosto” , complemento dizendo que  todos os Professores  também gostam, e agradecem !

Comente, compartilhe sua experiência no nosso blog.
(SOS Professor)