terça-feira, 14 de março de 2017

É SEGURO SER PROFESSOR DE ESCOLA PÚBLICA ?



Professor de Escola Pública tornou-se uma profissão arriscada!

Todos os dias recebo muitos e-mails de Professores de Escola Pública. A grande maioria desses e-mails referem-se às agruras de terem de lidar com alunos indisciplinados e com uma gestão omissa.

PROFESSOR DE ESCOLA PUBLICA 

Infelizmente esta é a realidade de boa parte dos Professores de Escola Pública pelo Brasil afora.
Em um desses e-mails um Professor de Escola Pública, relata as afrontas que sofria diariamente por parte dos alunos de fundamental II em uma Escola  da periferia.

O nível de estress deste Professor de Escola Pública estava nas alturas. Era relatado também  o estress dos colegas que ao tentarem dar parte na polícia devido a uma situação em que um aluno agrediu verbalmente um Professor, foram aconselhado a não fazê-lo pois por tratar-se de aluno menor a queixa se voltaria contra o Professor.

Em outro e-mail recebo relatos de Professor de Escola Pública  que sofreu agressão física,  outro Professor de Escola Pública teve seu carro depredado e foi parar no hospital . Ou seja, para muitos, ser Professor de Escola Pública é uma profissão de risco!

Qual seria a solução? Tirar o Professor da Escola Pública, ou mudar a Escola Pública?

Bem, os fatores que contribuem para esta situação nas Escolas Públicas são os mais diversos, alguns estão fora da alçada e do poder do Professor e da Escola, outros, porém podem ser minimizados e/ou evitados com a implementação de determinadas medidas.

Para que neste ano, você não passe por situações de constrangimento, violência, agressão e estress, ou se passar saiba como minimizá-las ou até mesmo a evitá-las, propomos abaixo algumas ações que tanto você quanto a sua Escola Pública ou não, poderão implementar, garantindo assim um ano letivo mais produtivo e mais seguro:

Quanto a Gestão de Escola Pública:

• criar regras e procedimentos claros quanto às ações disciplinares
• ter elaborado um plano consistente de Educação Continuada para a Equipe de Professores e Equipe de Apoio
• Acompanhar a implementação das ações do PPP e do Planejamento Anual.

Quanto ao Professor de Escola Pública:

A queixa central dos Professores de Escola Pública do Fundamental II e Ensino Médio, é que, como os alunos não veem sentido na Escola tratam com descaso o aprendizado e o Professor, e por esta razão, inviabilizam que o trabalho do Professor alcance resultados positivos.

Aqui vale ressaltar que , o indivíduo não se vê realizando sonhos de vida (futuro) e por esta razão ele vive o “ agora”, o “ presente”.

Esta visão imediatista da vida faz com que o “ amanhã” não seja pensado ou planejado. Vive-se apenas o momento e já que eles acreditam que esse momento é o único que importa, querem vivê-lo em toda sua plenitude, causando assim um sem número de situações que muitas vezes não tem volta e podem, inclusive comprometer o futuro.

O encaminhamento na Escola Pública desta questão não ocorrerá de forma rápida e nem será fácil, porém já que o aluno tem pelo menos 4 anos de Fundamental II e mais 3 anos de Ensino Médio, totalizando 7 anos, é tempo mais que suficiente para ser trabalhado, incutido e gestado sonhos de vida.

• A Escola Pública deve trabalhar em sala Projeto de Vida (com ações para a realização dos sonhos)
• A Escola Pública precisa trabalhar Biografias de gente comum que venceu na vida para debate em sala de aula, e Biografias de pessoas famosas que tiveram uma vida humilde e que venceram profissionalmente graças a força de vontade e muito estudo
• A Escola Pública pode trabalhar Projetos de Empreendedorismo Social

Estas são pequenas sugestões que você poderá levar em consideração na hora de planejar o ano letivo que farão toda a diferença na vida dos seus alunos.

Ao longo do processo eles verão a importância da Escola e do Professor como ferramenta primordial para tornar possível a realização do Projeto de Vida.

(SOS Professor)


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

“QUEM PRECISA MAIS DE VOCÊ É O SEU PIOR ALUNO”, DIZ ESCRITOR PEDRO BANDEIRA AOS PROFESSORES



Autor de best-sellers infantojuvenis como “A Droga da Obediência” e especialista em letramento e técnicas de leitura, Pedro Bandeira comparou as profissões de professor e médico, em palestra na 17ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. A uma plateia cheia de fãs e professores, ele sugeriu que os docentes se atentem às diferenças entre os alunos.

“Cada aluno é diferente do outro. Você tem que ter a habilidade de cuidar de diferentes”, disse ele, que comparou: “Quem precisa mais de médico? É quem está mais doente. Quem precisa mais de você? É o seu pior aluno. O seu bom aluno não precisa de você, ele anda sozinho. Mas se você não cuida do seu mau aluno, ele vai embora”.

O autor deu dicas a professores que querem estimular a leitura, afirmando que alunos que têm mais dificuldades de ler podem ser incentivados, inicialmente, com trechos menores e textos ritmados. Bandeira criticou os professores que cobram que todos os alunos comecem por livros do mesmo tamanho e entendam de forma igual.

“Não existe isso. É a mesma coisa que o médico receitar o mesmo remédio para todos os pacientes”, afirmou ele, que reforçou a necessidade de cuidar dos alunos com dificuldades de aprendizado: “Nossa política sempre foi essa, a de excluir. o mau aluno não interessa, eu expulso da classe. Sempre foi assim. Mas no hospital vou expulsar quem está pior?”

Outro ponto criticado pelo autor foi a preocupação com as notas. Mais uma vez comparando com o universo da medicina, ele disse que as notas são os exames de laboratório que só interessam ao médico, já que o importante é que o paciente saia curado e que o aluno aprenda.

“A nota não é importante. A nota é para você, a prova é para você, assim como o exame de laboratório é para o médico”, disse ele, que ironizou: “Se você for procurar um emprego, não vão perguntar qual foi foi sua nota de ciências na 3ª série. O que importa é o que você é hoje”.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

PERSEGUIÇÃO POLÍTICA – UM MAL QUE RONDA NOSSO MUNICÍPIO

A perseguição política é uma das formas mais covardes de tentar manter o poder sobre as pessoas, é um tipo de comportamento que só é atribuído à pessoas fracas e inseguras acompanhadas de um caráter duvidoso.

O líder inteligente e seguro usa seu tempo para motivar e incentivar tanto os funcionários públicos, bem como todo cidadão, para que se sintam respeitados e valorizados.

Fico realmente espantado ao ver o comportamento de certos agentes públicos que se acham acima da lei, imbatíveis, com super poderes...tão ingênuo acreditar que todo poder durará para sempre, inevitavelmente todo aquele que hoje está investido de poder, em algum momento voltara as funções de origem, quem exerce cargo de confiança voltará ao seu cargo normal, quem é político eleito voltara a fazer parte da classe dos meros mortais, tudo passa, inclusive o poder que se julga ter sobre as outras pessoas. A vida é uma roda gigante: “trate as pessoas como você gostaria de ser tratado”.

É uma pena vermos pessoas com discursos tão cativantes indo na contra mão de suas próprias palavras, E, o pior, é que vivem cercados de pessoas interesseiras. Pessoas que muitas vezes ficam do lado somente enquanto dura o poder e seu retorno financeiro, abandonando o barco ao primeiro sinal de naufrágio e pulando para o outro lado logo que o poder começa a diminuir.  São os amigos do poder, os verdadeiros amigos da onça...(Esse tipo de amigo coloca em descrédito qualquer político) Na maioria dos casos, são os amigos do poder os instrumentos usados para a pratica da perseguição política e assedio moral, dentro e fora do setor publico. São os comumente chamados “Capangas do poder”, utilizados para causar o terror em quem se posiciona contrario aos atos dos poderosos.

Outra questão muito presente no nosso município é que muitas vezes os chefes são indicados em decorrência dos seus laços de amizade ou de relações políticas com o detentor do poder, e não por sua qualificação para o desempenho da função. “Despreparado para o exercício da chefia, mas ancorado nas relações que garantiram a sua indicação, o chefe pode se tornar extremamente arbitrário, perseguidor e injusto”.


É impressionante como o dinheiro e o poder interferem no comportamento de certas pessoas, transformando-as em seres perseguidores, usam de autoritarismo, ironia. Contudo, diante de situações adversas é imprescindível manter a fé de que dias melhores virão. E além da fé e da positividade de vermos a nossa terra em boas mãos, temos também que conhecer a lei que nos protege de pessoas mal intencionadas.

O DIREITO DO TRABALHO PODERÁ SER CRIMINALIZADO.



Por Marcos Alencar 31/01/2017
Não é novidade a minha posição contrária as prisões da operação lava-jato e adjacências, porque apesar de não conhecer os autos profundamente, tive acesso as decisões que determinaram as prisões e confesso que não vi em nenhuma delas fundamento legal para prender alguém de forma definitiva antes dele se defender e ser julgado, também em definitivo.

Se os presos são culpados e se moralmente merecem todo o dissabor do cárcere? Não tenho dúvida que sim, porém, não estamos aqui tratando de “justiça com as próprias mãos”, mas sim de aplicação de princípios como o contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal (art. 5, II, LV, 37 caput, da CF), da presunção de inocência, enfim. Por entender que estes princípios foram e estão sendo violados, é que critico as prisões, inclusive a mais recente do Sr. Eike Batista.

Na medida em que a Justiça trilha caminhos à margem da lei, ela Justiça passa a ser também fora da lei. Eu tenho esta convicção e ela apenas existe porque eu defendo a legalidade. Para os que me acusam de pronunciar-me com um pano de fundo político, ressalto que da mesma forma que vejo do magnata Trump como um fora da lei, pois atropela a Constituição americana, vejo também o Partido dos Trabalhadores agindo fora da legalidade, o ex-presidente Lula se envolvendo em compras escusas, etc.

A sociedade deve cobrar, a quem quer que seja, o cumprimento aos estritos limites da Lei. Nenhum Magistrado ou agente da Polícia Federal, por mais respaldado que esteja, pode estar acima da Lei.

A Lei subordina a todos, não cabendo aqui agir em desacordo com os limites legais sob a justificativa de que está se moralizando o País. Fazer isso já é imoral, pois desmoraliza a legalidade.

Feito este ensaio, mais uma vez nos deparamos com a tentativa de criminalização do direito do trabalho.
Surge no horizonte “O projeto da Senadora Ana Rita (PT) altera o Código Penal para dispor sobre o crime de Retenção indevida de salário, tipificado como reter ou descontar, indevidamente, no todo ou em parte, salário, remuneração ou qualquer outra retribuição devida ao empregado, com pena de detenção, de um a quatro anos, e multa.” (trecho extraído do noticiastrabalhistas.com).

A alteração a ser feita, preconiza o seguinte:
Art. 1º O Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal –, passa a viger acrescido do seguinte art. 203-A:
“Retenção indevida de salário
Art. 203-A. Reter ou descontar, indevidamente, no todo ou em parte, salário, remuneração ou qualquer outra retribuição devida ao empregado:
Pena – detenção, de um a quatro anos, e multa.”
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.
**
Entendo que caberia a alteração legal, se vivêssemos num País que o Poder Judiciário cumprisse cegamente a Lei, o que não é o caso.

Os exemplo antes citados, são a prova de que a legalidade e as garantias constitucionais são “flex” do ponto de vista da aplicação e que a interpretação de rigorosas normas são – algumas vezes – no “princípio do jeitinho brasileiro”.

O mesmo argumento que se usa para negar a aprovação da pena de morte, de que muitos inocentes seriam executados, por erro da Justiça, eu me baseio para me contrapor a criminalização do direito do trabalho.

A rotina do mercado de trabalho demonstra que na maioria das vezes que o salário não é pago, é por quebra da empresa ou severa dificuldade financeira.

Não conheço histórico processual na Justiça do Trabalho de empregadores que deixar de pagar o salário por perseguição ou maldade contra a pessoa do empregado.
Porém, como disse, sou legalista e se o Congresso resolver aprovar, paciência, terão todos que cumprir.

Fica o registro para fins de reflexão.

domingo, 4 de dezembro de 2016

A ÉTICA EM SOCIEDADE E A POLÍTICA ANTIÉTICA

Sempre que o ser humano se depara com uma situação que expõe seus valores e exige uma reflexão mais profunda sobre seus princípios, reavaliando seu comportamento e sua postura social como o melhor não só para ele mesmo, mas o melhor para todos os outros, condiz com a atitude de um cidadão ético; mas quando as ações advindas das decisões apresentam consequências danosas na vida de outras pessoas, com o intuito de tirar vantagem, de ludibriar, de sufocar o direito do outro, se age de maneira antiética.

Estamos diante de um quadro atual onde muitas vezes prevalece a lei do vale tudo, do jogo sem regras e que vença o melhor, o mais astucioso e preparado, numa disputa de interesses onde os riscos parecem não existir e o escrúpulo não deixa de ser uma palavra insignificante ou que não vale a pena ser pensada. Assim é a ética numa sociedade corrompida, um termo genérico, sem eficácia e em desuso por aqueles que usam máscaras e fazem uso do sistema público a bel prazer, dissimulando, traindo e agindo de modo escuso.

É muito comum e corriqueiro o uso da palavra ética para sinalizar atos de decência, de honestidade e de bons modos, quando os atos apresentam repercussão de um ser humano preocupado com o outro, e que tem total consciência de suas responsabilidades na vida de outros seres humanos. Também é comum nos deparamos cotidianamente com ações consideradas antiéticas que simplesmente desmoralizam e propagam a degradação do homem.

A sociedade está envolvida em dilemas que exigem uma postura ética ou antiética, portanto uma decisão, e que põe em jogo o caráter e a reputação individual. Uma decisão ética não é fácil, porém é o que ainda sustenta uma sociedade nos padrões aceitáveis de civilização, é o que torna o homem mais humano e abnegado, cujos preceitos morais são responsáveis por conduzi-lo com honra, numa sociedade onde os princípios éticos e morais às vezes são censurados como bobagem e tolice, como um conjunto de regras insignificantes. 

O homem é portanto, corrupto por natureza? Ainda existe ética no meio social ou tudo não passa de regras que podem ser quebradas? Por que muitas pessoas ainda defendem a corrupção como um meio legal e cabível a todos que estão no poder? São perguntas que agitam a mente e geram discussões controversas.

Considero um verdadeiro pecado, o ser humano se tornar indiferente à falta de ética, uma vez que o comportamento social é determinante para uma relação harmônica e pacífica entre todos os homens. Como seria um mundo onde o respeito, a honestidade, a tolerância e a decência não existissem, subsistindo a indecência, a improbidade e o egoísmo? Atrevo-me a dizer que caminharíamos para o caos e a ruína da humanidade.

Muitas vezes reclamamos sobre a postura daqueles que elegemos e que fomos responsáveis por sua presença no poder acusando-os de corruptos e de tantos outros termos depreciativos para expulsarmos tamanha indignação que nos sufoca, mas não refletimos sobre nossa própria postura social, política e humana.

O que quero dizer é que não basta somente reclamarmos e o uso generalizado de impropérios e insultos contra aqueles “homens corruptos” que buscam corromper a maioria da camada social comprando a dignidade que o cidadão nutre dentro de si. O que precisa ser pensado é que quando a pessoa desvia seus atos da moral e dos valores éticos, ela também é corrupta ou se caminha para um processo de corruptibilidade; e aí ela perde o direito de reclamar contra o corrupto que está no poder, pois suas atitudes se tornam coniventes com o princípio da desonestidade e da injustiça.

Aceitar suborno ou subornar, trocar o voto por qualquer objeto, violar leis para obter algo de valor, sonegar imposto, furar fila, e etc. são algumas das atitudes vergonhosas que exibem o caráter de alguém que falte com ética na sociedade. Significa que quando o cidadão falta com a ética no seu meio e se corrompe, ele perde o direito de reivindicar, porque sua condição se concilia e se iguala ao do “corrupto”. Todavia isso não significa acreditar que todos os homens são passíveis de se corromper. Na verdade isso é um pretexto dos corruptos e corruptores: querer nivelar todos os homens como suscetíveis à corrupção e à desmoralização social.

A ética é arma que os homens íntegros, honrados e impolutos têm para combater a mácula da desonra e indecência geradas pela política antiética. A ética fortalece uma política íntegra e limpa que deve ser construída perante a presença de homens que não carregam a mancha do opróbrio, da infâmia e do sadismo. Portanto, a ética é como a bússola que aponta o rumo certo e diz respeito a toda a sociedade lesada e prejudicada por modelos de governos insanos e torpes, marcados pela incompetência e a frustração.

(O Folheto) 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O CAMINHO DO CORAÇÃO É O CAMINHO DA CORAGEM

A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.

O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.

Via etceteraomnia

LIBERDADE DE EXPRESSÃO, REDES SOCIAIS E PERSEGUIÇÃO POLÍTICA

Começa tudo de novo. Ano de eleição, disputas político-partidárias, alianças e rompimentos... Tempo em que os órgãos públicos aceleram seu ritmo habitual, cujo frenesi está muito mais preocupado com a eleição ou reeleição do Gestor, do que com a prestação do serviço público propriamente dito; concentra-se muito mais nos servidores, do que nos cidadãos... O clima fica pesado, porque paira um sentimento de desconfiança de tudo e de todos, à procura de identificar os "amigos" e os "inimigos". É preciso alerta constante, porque o espião está aonde menos se espera. Cuidado, as paredes têm ouvidos!

Qualquer estratégia é válida para não se prejudicar:
1. Aproxime-se mais do chefe, aparentando fidelidade e comprometimento incomuns, porque ele está querendo descontar suas pressões em alguém;
2. Não faça críticas ao serviço neste período (mesmo que construtivas), porque elas serão mal interpretadas contra você;
3. Finja-se de idiota, porque independência intelectual e espírito público causam pavor e serão duramente reprimidos;
4. Distancie-se das pessoas que são taxadas como adversários, por mais que sejam seus amigos de longas datas, porque “amigo de inimigo, inimigo é”; e
5. Nunca, nunca traje vestimentas com as cores da oposição, porque eles são esquizofrênicos!

Estas são as recomendações tradicionais, válidas para ontem, hoje e sempre. Mas os novos tempos, reclamam novas habilidades. Isto porque as redes sociais representam hoje o nosso principal canal de expressão individual, e os olheiros sabem disso... Vi servidor ser exonerado por causa de suas publicações e curtidas no Facebook... Até a página dos seus amigos virtuais são monitoradas, pode acreditar. E qual a saída para os que querem se manter longe de tudo isso? Lamento, mas não tenho soluções para você... Terás que participar dos insuportáveis e demagógicos comícios, afinal, é o leite dos meninos que está em jogo, certo?

Mais uma vez, devo fazer distinção entre os servidores chamados efetivos (nomeados por concurso) e os prestadores de serviço (contratados pelo gosto, interesse e necessidade da administração). Aqueles gozam de certa independência e, por mais que sejam perseguidos, dificilmente perderão o emprego. Já os outros não têm a mesma sorte: estes são controlados mesmo, e precisarão de uma virtuosa habilidade social para escaparem fedendo...

Ao contrário do que diz a lei e estudamos na faculdade, os prestadores de serviço - “contratados por excepcional interesse público, nos termos do artigo 37, inciso IX, da Constituição Federal” - não são servidores públicos (pelo menos em ano eleitoral). Sevem em última análise à gestão, por uma promíscua relação política, prejudicial ao interesse público e ao espírito de cidadania. Dizem que vêm exonerações por aí... E ainda há quem veja muita justiça nisso, confundindo tragicamente casa civil com comitê de partido...


Luciano silva
Empreendedor e servidor público por precisão, professor por formação e educador por paixão. É licenciado em História e geografia pela Universidade Estadual Vale do Acarau-UVA, especialista em Ciências da Educação e Gestão Escolar, pela Faculdade Evolução. Mantém o blog Atualidade em Debate... Contato: 
luciano.diretor@hotmail.com