quarta-feira, 21 de maio de 2014

O QUE FAZ UM BOM PROFESSOR?

O que significa saber muito bem o que se ensina? No Brasil, cultuamos o diploma – quanto mais títulos, melhor a pessoa é avaliada e melhor será sua remuneração. As evidências mostram que essa é uma política equivocada: títulos nada têm a ver com a qualidade, desempenho ou impacto do professor. Nem mesmo o nível de conhecimento mais elevado tem impactos positivos sobre o aluno. Na verdade, é mais comum o contrário. Se o professor é mais motivado para a pesquisa científica e conhece os assuntos num nível de elaboração muito elevado, ele tende a usar uma linguagem que não se presta ao ensino de crianças e jovens.

Saber o que ensinar significa dominar a fundo os conteúdos e o que está por trás deles. É muito mais importante um professor de séries iniciais saber o que está por trás do conceito de propriedade aditiva da multiplicação ou onde reside a dificuldade dos alunos para entender o princípio de multiplicar frações, por exemplo, do que esse professor saber calcular derivadas ou rodar matrizes mentalmente. É muito mais importante que ele saiba como ajudar as crianças a usar e interpretar o sentido de pronomes numa frase (“A mãe dela disse que ela era pobre”: quem era pobre, ela ou a mãe dela?) do que conhecer a fundo a gramática histórica ou as teorias linguísticas mais avançadas. Deu para entender?

No caso da educação infantil esses conhecimentos são bem mapeados: o professor precisa conhecer tão a fundo quanto possível a psicologia do desenvolvimento, saber utilizar estratégias adequadas para promover o desenvolvimento e saber interagir de forma adequada com as crianças. Além disso precisa ter um bom domínio da língua, um vasto conhecimento da literatura infantil e saber onde localizar recursos. O professor precisa dominar alguns poucos conceitos, mas de forma precisa. Precisa saber os fundamentos, mas não reverenciar teorias ou cultuar os seus proponentes. E, sobretudo, precisa de muita prática.

No caso das séries iniciais do ensino fundamental o professor precisa conhecer a fundo os conteúdos que ensina, as dificuldades mais comuns dos alunos e as razões pelas quais eles têm essas dificuldades. Esses conhecimentos são bem mapeados em algumas áreas, como a da alfabetização de crianças ou do ensino de matemática para as séries iniciais.

No caso das séries finais, um indicador prático é que o professor tenha um conhecimento amplo e preciso das disciplinas que leciona, e um conhecimento um pouco mais avançado dos conteúdos do ensino médio para saber o que o aluno fará com esses conhecimentos. Nessas séries o professor precisa saber contar boas histórias, apresentar sua disciplina em forma de narrativas que envolvam e capturem a atenção de seus alunos.

O governo federal e as faculdades que formam professores no Brasil ainda não se dispuseram a preparar esse tipo de professor para as redes de ensino. Em vez de propor currículos rigorosos para os cursos, o Ministério da Educação patrocina exames que valorizam mais conhecimentos genéricos e adesão a determinadas ideologias. As faculdades, por sua vez, raramente possuem docentes que conhecem a linha de frente, e limitam-se, nos melhores casos, a compartilhar conhecimentos teóricos nem sempre atualizados.

O que podem os municípios fazer? Aqui há solução, e a solução é simples: elaborar testes de seleção em que os professores demonstrem os conhecimentos sobre o que vão ensinar. Também devem informar às faculdades que formam esses candidatos sobre o que vai cair no exame e sobre os resultados obtidos. Em pouco tempo as universidades se adaptarão às necessidades dos prefeitos. E em alguns anos começarão a chegar jovens preparados para o exercício do magistério.

João Batista Araújo e Oliveira é presidente do Instituto Alfa Beto
(VEJA)




AVALIAR É FUNDAMENTAL PARA AVANÇAR NA EDUCAÇÃO

Imagine um município em que apenas 50% dos lares são servidos por rede de esgoto, onde só 30% das lâmpadas em postes funcionam à noite e em que os custos do transporte urbano são o triplo da média nacional. Avaliação fornece dados. E dados servem para embasar decisões. Isso vale para tudo na Prefeitura – inclusive para a educação.

Tratamos aqui da avaliação que deve ser feita pelas redes de ensino – não das avaliações internacionais como o Pisa, das avaliações nacionais, como a Prova Brasil, Como sabemos, essa provas têm sido aplicadas há vários anos, mas não foram suficientes para provocar melhorias no ensino. Portanto, é preciso entender o que cabe ao município fazer. Também não tratamos aqui das provas escolares que os professores aplicam a seus alunos.

O que uma rede de ensino deve avaliar? Para que deve avaliar? O que deve fazer com os dados?

O ponto de partida é o programa de ensino: ele serve de base para a avaliação. Diz o que deve ser ensinado a cada ano e em cada disciplina e, na situação atual em que se encontra o ensino no Brasil, deve dizer também o que deve ser ensinado em cada período – normalmente a cada bimestre. Sem programa de ensino, não há o que avaliar.

Dado o programa de ensino, cabe ao município avaliar, nas disciplinas centrais, se os objetivos foram atingidos. Isso pode ser feito para todas as escolas ou numa amostragem delas. Para isso é preciso usar testes elaborados de acordo com critérios técnicos. Isso pode ser feito pela equipe da Secretaria – se houver o pessoal devidamente qualificado – ou contratado externamente. Um teste bem-feito permite à Secretaria avaliar o desempenho absoluto e relativo das escolas, comparar umas com as outras e colocá-las frente a frente para compartilhar suas experiências.

Mas o importante é o passo seguinte: o que fazer com os resultados dos testes. É aí que surge a utilidade dos mesmos. Por exemplo: duas escolas são semelhantes em tudo e tiveram resultados muito diferentes; em uma, todas as turmas têm bom desempenho, menos uma. O que fazer com os resultados?

No âmbito da Secretaria, cabe analisar, junto aos diretores, os resultados de cada escola, comparar com as demais escolas e entender o que leva às diferenças no desempenho. Não se trata de buscar álibis ou desculpas (ou alunos são pobres, os pais bebem, as mães não colaboram…). Isso já é sabido. O papel da escola é ajudar as crianças a superar essas dificuldades, e não usá-las como desculpa para não avançar.

Mais do que comparar médias ou destacar as médias mais altas, cabe identificar a quantidade de alunos que atinge os níveis mínimos – e o mínimo deve se situar em torno de 70% da nota, num teste bem elaborado. Ou seja: a meta de cada escola é assegurar que todo aluno atinja esse mínimo e, com base na avaliação, empreender os esforços para que isso aconteça. Ao se preparar para ajudar o aluno com maior dificuldade a escola assegurará o sucesso dos demais alunos – mesmo porque os melhores deverão ajudar os que têm mais dificuldade, e, dessa forma, vão melhorar ainda mais. O papel da Secretaria é ajudar o diretor a identificar os problemas. O papel do diretor consiste em analisar os problemas havidos em sua escola para ensinar o programa, as estratégias de outras escolas, identificar e implementar soluções.

Cabe registrar um alerta: quando um teste tem consequências fortes (incentivo para diretores ou professores, para alunos etc.), o nível de alerta sobe, surgem razões para fraude, pressão indevida sobre os alunos etc. É possível haver uma combinação de testes realizados apenas para fins diagnóstico – o que é o mais importante – e testes realizados também para fins de políticas de incentivo.

João Batista Araujo e Oliveira é presidente do Instituto Alfa Beto
(VEJA)


sábado, 10 de maio de 2014

INSCRIÇÕES PARA OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA SÃO PRORROGADAS



As inscrições para a 36ª Olimpíada Brasileira de Matemática foram prorrogadas e o prazo, que terminaria ontem (9), foi estendido até o próximo dia 20. As escolas interessadas devem fazer o cadastro pela internet. As inscrições são gratuitas.

Podem participar estudantes do ensino fundamental (a partir do 6º ano), do ensino médio e universitários de todas as instituições de ensino do país.

As datas da competição foram mantidas. As provas da primeira fase devem ocorrer nas instituições cadastradas no dia 3 de junho, em horário livre. A segunda fase, também realizada nas instituições, ocorrerá no dia 6 de setembro e a terceira e última fase, nos dias 25 e 26 de outubro, em locais a serem definidos.

A divulgação dos resultados está prevista para dezembro.

Criada em 1979, a olimpíada é uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada e da Sociedade Brasileira de Matemática e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social e do Ministério de Educação.

A competição, além de promover a melhoria do ensino de matemática e contribuir para a descoberta de talentos, seleciona estudantes para formar as equipes que vão representar o Brasil em olimpíadas internacionais do gênero.

(Agencia Brasil)

terça-feira, 6 de maio de 2014

O QUE ESPERAR DA EDUCAÇÃO AMANHÃ?

Eis uma grande incógnita: a situação das escolas públicas atualmente. A disciplina não existe mais , professores desmotivados devido aos baixos salários e por não terem mais o respeito por parte dos alunos. O educador não tem força nenhuma para repreender os atos de indisciplina, nem mesmo respaldo para isso; por incrível que pareça, o bom professor hoje é aquele que segura o aluno em sala de aula, ou seja, aquele que não dá trabalho para os diretores e coordenadores pedagógicos.
Assim, não teremos professores suficientes num curto prazo (ou já não temos?). Será que essa pedagogia moderna realmente funciona? Pelo que vemos por aí, cada vez menos nossos alunos sabem escrever, fazer contas simples, resolver problemas. Desculpe, mas para mim isso tem um nome “Pedagogia da ralé”. O que quero dizer com isso: nossos governantes querem justamente um povo que não questiona, que não sabe reivindicar seus direitos, ou seja, um povo facilmente dominável , enquanto que a burguesia continua tendo um ensino de alta qualidade em colégios tradicionais. Esses continuarão no poder, filhos de deputados, governadores , senadores e outros.
O discurso de progressão continuada que me desculpe, é uma falácia, pois isso é a chamada “aprovação automática”, uma vergonha, um sistema onde professores fingem que ensinam e alunos fingem que aprendem. Lamentável dizer que esse sistema de ensino funciona, é só compararmos com antigamente: alunos de quarta série do ensino fundamental escreviam e faziam contas muito melhor do que alunos do 3º ano do ensino médio nos dias de hoje. Será que o ensino tradicional era tão ruim? Será que a reprovação prejudica tanto o desenvolvimento do aluno? Será que a rigidez do professor deve ser vista como repressão? Só sei que é visível a queda da qualidade do ensino público, o que é lamentável, pois teremos uma maioria despreparada e cada vez mais dominada pela elite , teremos cada vez mais professores abandonando a carreira por não terem mais condições psicológicas para lidar com a indisciplina dos alunos, e é isso que nossos governantes querem , a política do “Pão e Circo”.
Com mais aprovações os números na educação melhoram aos olhos do “exterior”, uma mentira maquiada pelos números. Mais uma vez o povo está sendo enganado, sem perspectivas de um futuro melhor.
Por Marcelo Beneti
Professor de Administração, Matemática e Geografia
Fonte:
InfoEscola: Navegando e Aprendendo
InfoEscola » Ciências » Pedagogia »


quarta-feira, 30 de abril de 2014

PRIMEIRO DE MAIO DIA DO TRABALHADOR

Esse dia foi criado a partir de revoltas e greves que aconteceram nos estados unidos no dia 01/05 de 1886, o qual levou vários manifestantes as ruas para poderem lutar para terem seus direitos, como benefícios, salário e carga horária, o que levou a uma grande luta entre trabalhadores e policiais, a partir disso cerca de 30 mortos por causa dos atritos e conflitos, e em homenagem as pessoas que morreram foi criado esse dia que se comemora no dia primeiro de maio.

Com isso, se você quer parabenizar algum trabalhador que merece realmente ser reconhecido nesse dia tão importante para todos, e reconhecido mundialmente sendo um feriado significativo temos ótimas mensagens e frases para você enviar nesse dia tão marcante.

MENSAGENS E FRASES DO DIA DO TRABALHADOR

Nesse dia o mundo deveria dar mais valor A você que cedo levanta trabalhador Você! Que muitas vezes trabalha sem comida Você! Que trabalha toda uma vida Mas nesse dia do Trabalhador continua sem valor!
"Um homem é um sucesso se pula da cama de manhã, vai dormir à noite e, nesse meio tempo, faz o que gosta"
"Para ser bem sucedido no trabalho, a primeira coisa a fazer é apaixonar-se por ele"
Deus nos concede o privilégio de trabalhar, a fim de agir por nós mesmos, e para que tenhamos a bênção de substituir aqueles que ainda não entendem a felicidade de trabalhar.
"O prazer no trabalho aperfeiçoa a obra."
"Ser obrigado a trabalhar, e obrigado a fazer o melhor possível, cria em você moderação e autocontrole, diligência e força de vontade, ânimo e satisfação, e cem outras virtudes que o preguiçoso nunca conhecerá."
As pessoas esquecerão quão rápido você fez um trabalho, mas sempre lembrarão quão bem você o fez.
Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.
Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.
Todos vós, que amais o trabalho desenfreado (…), o vosso labor é maldição e desejo de esquecerdes quem sois.
Que o teu trabalho seja perfeito para que, mesmo depois da tua morte, ele permaneça.
A humanidade é infeliz por ter feito do trabalho um sacrifício e do amor um pecado.
Ninguém pode chegar ao topo armado apenas de talento. Deus dá o talento; o trabalho transforma o talento em gênio.
O trabalho é a coisa mais importante do mundo. Por isso, devemos sempre deixar um pouco para o dia seguinte.

Acredito muito na sorte; verifico que quanto mais trabalho mais a sorte me sorri.


segunda-feira, 14 de abril de 2014

A ESCOLHA CERTA

Analogamente, é preciso conhecer muito bem os candidatos a cargos públicos, pois a atuação deles como bons executores das políticas de distribuição de renda e de justiça social depende muito do que demonstraram ser no passado. É muito importante pesquisar bem antes de escolher em quem votar. Preste atenção: O passado do candidato fala mais alto que o seu discurso. Por isso, pesquise também no site do Tribunal Superior Eleitoral para saber se o nome do seu candidato não consta da relação de responsáveis com contas julgadas irregulares. Se constar, não vote nele.

Outra dica é tomar bastante cuidado com os candidatos que gastam "rios de dinheiro" nas campanhas, pois pode haver outra motivação que não seja a boa e única intenção de servir ao país.

Se todo brasileiro que é exigente com o técnico do seu time de futebol fosse também na escolha dos governantes, certamente não seríamos o país do futuro, nós já estaríamos nele.


Continua...


REBELDE SEM CAUSA?!

Não é raro que a alegada “sensatez” mascare posturas e pensamentos conservadores. Geralmente, a rebeldia é identificada com o impulso destrutivo. Cobra-se do crítico que apresente soluções. A crítica sempre deve ser propositiva? Talvez a forma mais sutil de desqualificar a crítica esteja em afirmar a sua infertilidade, em desmerecê-la enquanto crítica com a exigência de comprometimento. A rebeldia é, então, canalizada para os espaços reconhecidos pela ordem; impõe-se que ela seja construtiva. Dessa forma, fragiliza-se o potencial “destrutivo” – no sentido de “desestabilizador” – inerente à crítica. Desconsidera-se, assim, sua positividade e o que ela contém enquanto afirmação do oposto, o vir-a-ser, ainda que latente.

Em termos práticos, exige-se não apenas que a crítica seja acompanhada de “propostas”, mas que o seu emissor atue a partir das estruturas criticadas. Assim, domestica-se a crítica e, simultaneamente, compromete-se o crítico com a instituição e as condições que estimularam sua atitude. Na política este processo se efetiva na exigência de participar das instituições sob a crítica. Renova-se, assim, o dilema.* Historicamente, esta atitude resultou na incorporação, cooptação e domesticação da consciência crítica.

O indivíduo que não se enquadra nas estruturas e instituições que sustentam a ordem social e política também é pressionado. A “consciência revolucionária” parece pressupor a exigência da crítica orgânica, isto é, conformada em um corpo social que se materializa na organização política. O argumento é forte! Para ser eficaz, o crítico precisa superar o individualismo e o isolamento e agir com outros. Ele é intimado a aderir ao partido, geralmente autodenominado revolucionário e, portanto, portador do gérmen da futura sociedade. Só se é cristão sendo membro da Igreja; da mesma forma, afirma-se que a única possibilidade de “ser revolucionário” é estar no partido, a vanguarda iluminada da classe.

O indivíduo é impotente para transformar a realidade apenas por suas próprias forças. Sua crítica tende a permanecer no âmbito a negação. O primeiro passo, portanto, é reconhecer esta fragilidade. O indivíduo que atua por si, isto é, que não articula, não se organiza em coletivos políticos, deve saber das limitações resultantes da sua opção e que dificilmente sua ação crítica terá eficácia. Com efeito, a transformação social é uma obra coletiva. Contudo, não prescinde do indivíduo. A seu modo, e com os limites inerentes à sua ação, o indivíduo também pode contribuir com o projeto do vir-a-ser. Será que a história não nos ensinou suficientemente a desconfiar tanto dos indivíduos que aspiram condensar em si a utopia quanto de grupos organizados, que se consideram “iluminados” e falam e agem em nome da classe social teoricamente portadora da nova sociedade?

Ora, é legítimo que os indivíduos se organizem e, assim, ampliem a sua capacidade de intervenção. Mas será legítimo negar o direito de o indivíduo não aderir e optar por seguir outras veredas, ainda que caminhe só? Por acaso, sua contribuição deixa de ser relevante? Claro, é muito mais cômodo seguir em rebanho e talvez seja ainda mais vantajoso fazer parte da alcateia. Aliás, não se diz por aí que o mundo é dos espertos e dos mais capazes? Capazes de que?

O homo economicus, bem como o homo academicus, parece mais disposto a se aliar aos os lobos e os animais ferozes e, na competição por cargos, dinheiro, status e mais-valia real e simbólica. Quem se recusa a ser caçador, corre o risco de ser transformado em caça, em ovelhas e cordeiros a serem devorados. Ou, na melhor das hipóteses, a ser visto como exótico ou cândido! Será o espírito de rebanho a melhor opção ao Homo homini lupus?! Talvez a causa da rebeldia esteja em repudiar a alcateia, mas também rejeitar a submissão ao pastor.

* Sugiro a leitura de As contradições do “ser-no-mundo”: entre a rebeldia e a acomodação.