terça-feira, 23 de novembro de 2021

Paternalismo

 

Um tipo de prática que vai contra o desenvolvimento das instituições democráticas - Imagem: reprodução.

Ao viver no regime democrático, muitos acreditam que a escolha dos representantes políticos deve estar atrelada a um processo de identificação sincero entre um candidato e seus possíveis eleitores. Nesse contexto, a vitória de um determinado representante político seria a consequência natural de uma ideologia e de um projeto político que vencem as eleições ao melhor que atender aos anseios da população.

 

Apesar de toda a coerência perceptível nesse tipo de situação, observamos que o desenvolvimento das práticas políticas não ocorre somente dessa forma. Quantas e quantas vezes não vemos alguém professando o seu voto em algum político como uma retribuição a um favor anteriormente atendido? É nesse tipo de situação que observamos uma clara manifestação do chamado paternalismo político.

 

A prática paternalista acontece geralmente quando um candidato ou governante oferece um favor em troca de algum outro benefício. Dessa forma, ao invés de representar honestamente apenas o interesse daqueles que o elegeram, o político abusa do poder que tem em mãos para se perpetuar em cargos ou atingir outras metas. Em suma, vemos que a relação de representatividade perde amplo espaço para as simples relações de troca.

Geralmente, o paternalismo acontece em países ou regiões em que as condições de vida da população está carcomida por graves problemas. Aproveitando dessa situação, o político facilmente atinge seus objetivos ao conceder favores que usualmente resolvem de forma paliativa os dilemas daquele grupo social. Com isso, a realização de projetos de grande transformação se anula pela tentação de soluções imediatistas.

 

Em muitas situações, observamos que os políticos paternalistas são venerados como “homens fortes”. De fato, a sua força gira em torno de atrair o apoio irrestrito de eleitores que não veem mal em eleger alguém que “rouba, mas faz”. Atualmente, o aprimoramento das leis, a educação e aplicação de políticas sociais consistentes são vistos como soluções para que o paternalismo e seus representantes percam força.

(Mundo Educação)

Por Rainer Sousa -Mestre em História

 

 

 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Educação e Sociedade

 


A sociedade requer um ensino voltado para a carreira escolar. Em geral, não interessa se a educação torna nossos filhos melhores homens e mulheres, indivíduos mais conscientes sobre a realidade social, sobre os dilemas que a vida impõe. Não. Quer-se simplesmente que a escola prepare para ter sucesso no vestibular. E o mesmo raciocínio vale para muitos dos que conquistam a vaga no ensino superior. Pouco importa o mundo ao seu redor, desde que não atrapalhe os planos individualistas de ganhar mais dinheiro e ter uma carreira de sucesso. A universidade forma indivíduos cada vez mais descomprometidos social e politicamente com a comunidade, a sociedade e o mundo em que vivem.

(Antonio Ozaí)

 

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Como será a volta às aulas? Quatro escolas respondem a questão que preocupa pais, professores e funcionários das instituições de ensino infantil

 

A volta às aulas continua uma incógnita em todo o país. Enquanto os governantes não entram em comum acordo sobre quando as escolas serão reabertas, pais e responsáveis se perguntam como será quando os filhos tiverem que retornar às aulas presenciais. Haverá distanciamento de fato? Quais protocolos as escolas vão seguir? Haverá a possibilidade de manter os estudos online para os que não quiserem as crianças em salas de aula, enquanto durar a Pandemia?

 

As dúvidas são muitas. Se de um lado, o retorno às salas de aula é necessário para que os pais possam trabalhar, há uma parcela que prefere que os filhos percam o ano escolar a correrem o risco de contágio. Em um post sobre o assunto no Instagram da coluna, o @Aventuras Maternas foram mais de 250 comentários de responsáveis temerosos por este retorno.

 

Para conseguir respostas, 15 escolas foram consultadas, com diferentes classes sociais e perfis, sejam focadas apenas no Ensino Infantil, sejam especializadas na Educação a partir do Fundamental I. Apenas quatro responderam. A maioria ainda está em fase de estudo, aguardando protocolos municipais ou recebendo especialistas para ter um posicionamento científico e oferecer aos pais respostas sobre como farão para evitar aglomerações e manter medidas de segurança para alunos e funcionários.

 

O escritor, pesquisador e consultor em Gestão da Educação Renato Casagrande, do Instituto Casagrande, acredita que, caso aconteça o retorno das escolas, o cenário será bastante complexo.

 

“Primeiro porque nem todos os alunos voltarão, já que muitos pais vão se recusar a mandar os filhos para a escola por uma questão de precaução ou pelo fato das crianças conviverem com pessoas que pertencem ao grupo de risco. Ou seja, teremos uma escola incompleta. O segundo ponto é que as escolas precisarão estar muito equipadas com EPI’s e também com um protocolo de higiene e saúde, o que vai exigir investimento e muita cautela no recebimento e na acolhida desses alunos. Serão necessárias mais pias sanitárias, mais lavatórios espalhados pelo ambiente escolar, assim como álcool em gel e máscaras disponíveis para os alunos, professores e demais funcionários, além de cuidados com a troca de calçados, higienização dos mesmos, garantia do distanciamento entre um aluno e o outro etc. As salas de aula também terão que ser reestruturadas, os espaços físicos deverão passar por mudanças para o atendimento seguro de todos. Há ainda um terceiro fator que são professores do grupo de risco, que não voltarão às aulas. Portanto, além dessa infinidade de adequações, nem todos os professores e funcionários da escola poderão estar presentes. E mais um ponto, mas não menos importante: as escolas geralmente têm poucos inspetores. Então, a contenção dos alunos no espaço geral, principalmente nos intervalos, precisará de muito cuidado, já que os estudantes, principalmente quando não estão em sala de aula, querem conversar, brincar e interagir”, esclarece.

 

E não são apenas os pais que estão com dúvidas sobre o futuro. As escolas, assim como precisaram se reinventar com o anúncio da pandemia, também vão passar por mudanças para continuar/terminar o ano letivo. O Mopi, por exemplo, está construindo uma estrutura para que os alunos continuem estudando de casa, se os pais preferirem, mesmo depois do retorno das aulas presenciais. “A escola virou a chave para transformar a experiência do aluno de presencial para digital desde 16 de março. Dois dias depois do decreto da pandemia, a estrutura estava toda pronta. E como a escola respondeu muito bem à virada para o online, o impacto no planejamento foi muito pequeno. Muitos alunos estão se adaptando bem e elogiando. Mas o futuro vai depender dos números da Covid-19 e dos poderes governamentais”, explica Vinicius Canedo, diretor executivo do Mopi. “Mas é bom deixar claro que, como alguns pais estão literalmente com medo dos filhos voltarem para a escola e vão ficar mais confortáveis se eles ficarem só no modelo on-line, vamos manter o braço não presencial”, complementa.

 

Outra escola que está alinhando mudanças é a Maple Bear – a escola fez uma pesquisa com os pais e 67% gostaria de, mesmo após o retorno às aulas presenciais, ter a opção das aulas online até se sentirem mais seguros. “Temos crianças que, inclusive, fazem parte do grupo de risco por questões de saúde. Acredito que entender a necessidade dos pais e construir juntos esse momento de retomada é a melhor solução. Estamos nos preparando para oferecer as aulas remotas mesmo após a reabertura da escola. O retorno deve ser gradual e com um ensino presencial e remoto”, comenta Ariadne Tabosa, professora e administradora da unidade Freguesia da instituição.

 

Já na Espaço Kids Creche Escola, em Jacarepaguá, a diretora Priscila Aguiar conta que um informativo será enviado para os pais a fim de que orientem as crianças sobre como serão as aulas presenciais. Entre as estratégias a serem implementadas, está a de manter carteiras afastadas e fazer marcações no chão com fita crepe para que os alunos sentem sempre afastados. Quanto às trocas de carinhos, será na conversa, de forma lúdica, mas com muita fiscalização. Mas faz um adendo: como na educação infantil não há reprovação e nem controle de faltas, os pais que preferirem manter seus filhos em casa terão a opção de voltar quando acharem mais adequado. “Daremos a eles o suporte em vídeo e estaremos abertos para recebê-los quando quiserem, dentro das normas de segurança do Conselho Regional de Educação”, esclarece.

 

Também sem a proposta de aulas virtuais na retomada, Renata Reis Transcoveski, diretora do Colégio Ludolf Reis, em São João de Meriti, explica que o fato de já trabalharem com poucas crianças em sala será um grande facilitador. “Nossas professoras da Educação Infantil e Fundamental já estão trabalhando, através das aulas on-line, a conscientização por meio de histórias e “Rodinhas de conversa”, onde explicam que por enquanto os abraços e o tocar vão ter que esperar um pouquinho”.

 

Outra preocupação de pais e educadores é sobre como as escolas vão lidar com as crianças menores nesse retorno. “A volta às aulas com os pequenos é um grande desafio, até porque menores de 2 anos não devem usar máscaras. Eu diria que todo professor passará a ser uma agente de saúde na escola, com um protocolo muito rígido em relação à higiene. Além disso, as crianças encontrarão um espaço diferente na escola em que não poderão ter o contato físico. Imagine uma criança chorando porque caiu e o professor receoso de pegar essa criança no colo? Por esses e outros fatores será muito complexa a volta dos pequenos. Embora seja preciso, sabemos que será um desafio muito grande esse retorno”, lembra Renato Casagrande. E ele vai além: “Ainda sobre essa questão do contato físico, acredito que antes das crianças pequenas voltarem à escola, precisa ser feito um trabalho muito forte com os pais, a fim de orientar os filhos sobre a nova realidade da escola. Cabe às famílias explicar que eles não podem chegar na escola e abraçar os colegas. Os pais não podem esperar que o professor oriente isso, porque a criança pequena não entenderá. Simplesmente porque, hoje, dentro de casa, ela está tendo contato físico com os irmãos, com o abraços dos pais, e na escola, que é o segundo espaço de convivência mais importante para ela, não manterá esse contato. É muito importante que as escolas já orientem as famílias para conscientizarem essas crianças para que elas não sejam tão surpreendidas com um espaço escolar muito longe daquilo que elas viram quando se afastaram da escola”.

 

O que muda, na prática, no dia a dia dentro da escola


Alguns pais têm se perguntado sobre quais os cuidados que as escolas passarão a ter com o retorno às aulas, caso não possam manter os filhos em casa. Na Maple Bear, os protocolos de segurança a serem adotados serão divididos em três grupos: visitantes estranhos à rotina da escola e fornecedores, visitantes pertencentes à rotina (pais e responsáveis) e colaboradores, e alunos. “Dentro desses protocolos existem subdivisões, para garantir que estamos olhando com toda a atenção possível a cada situação que poderemos viver. Uma das decisões foi suspender as visitas presenciais para conhecer a escola. Para esses pais e responsáveis, será ofertada uma visita virtual, evitando ao máximo a entrada de pessoas que não necessitem estar no interior da escola. Os fornecedores também não poderão mais entrar. Receberemos as encomendas na porta, com o pessoal de apoio cumprindo todas as normas sanitárias, e só depois esse material será disponibilizado para uso. Dentro do protocolo de colaboradores, daremos atenção especial para aqueles que se locomovem de transporte público. O protocolo de higienização e segurança será bastante rigoroso para o acesso ao interior da edificação. Limpeza de calçados, guarda de bolsas em local separado, higienização de mãos e de roupas com álcool 70 spray. Todos precisarão medir a temperatura antes de ingressar na escola, sem exceção. Aqueles que acusarem febre serão orientados a retornar para casa e entrar em contato com o seu médico ou atender as orientações dos médicos dos hospitais públicos, UPAs e postos de saúde. Os alunos deverão estar o tempo inteiro de máscaras e serão orientados quanto a higienização e distanciamento social”, pontua. Há também uma preocupação com o entendimento dos alunos sobre o que será realizado – uma criança de 4 anos, por exemplo, não vai conseguir se comportar e manter o mesmo comportamento que uma de 10 anos. Para isso, a escola vai aumentar o número de funcionários em sala de aula para atender os menores e garantir espaçamento adequado entre as mesas dos mais velhos (além das demais recomendações indicadas pelas autoridades de saúde e sanitárias). O acesso à biblioteca será limitado, e os alunos não vão mais se servir em fila durante o almoço. Para evitar aglomeração no refeitório, os pratos serão entregues montados. As mesas também comportarão menos estudantes e terão divisórias. Será implantado, ainda, horário de rodízio para almoço e recreio. “Outra preocupação que estamos muito atentos é em relação à entrada e saída. Pais que venham a pé ou de bicicleta terão espaços marcados enquanto aguardam os filhos, mantendo, assim, o isolamento entre eles”, completa Ariadne.

 

No Mopi, a decisão sobre os protocolos a serem seguidos com a volta das aulas presenciais vai passar por uma avaliação técnica e pela contratação de uma consultoria. “Algumas das medidas a serem adotadas serão o distanciamento de alunos entre 1m e 2m, a restrição de pessoas que não façam parte do processo educacional somente à recepção, o controle de fornecedores que terão horários marcados para visitas e entregas, além de um novo funcionamento da secretaria, que será 100% online, e da diluição dos horários de entrada e saída”, informa Vinicius.

 

O futuro


Sobre as mudanças que vão acontecer devido ao calendário e final do ano letivo, a maioria das escolas é reticente sobre uma data específica. Porém, é preciso deixar claro que não são apenas crianças brasileiras ou de uma determinada faixa etária que estão passando por essa onda de incertezas e tiveram perdas sociais, emocionais e pedagógicas. “Crianças do mundo inteiro estão sofrendo algum tipo de impacto e não há como evitar isso. Entender e olhar o que pode ser feito ainda este ano é o melhor caminho. Aprendemos muita coisa com essa pandemia. Mas a educação não será mais a mesma. No próximo ano, nós, profissionais do ensino, teremos que fazer um trabalho muito diferente e enxergar além das séries e seus conteúdos. Passaremos a olhar para o desenvolvimento da criança de forma individual, linear e contínua, mapeando suas habilidades individuais”, conclui Ariadne.

*Priscila Correia /Clubinho de ofertas

 


terça-feira, 12 de maio de 2020

CORONAVÍRUS: PERIÓDICO DE 1918 REVELA SEMELHANÇAS ENTRE AS RECOMENDAÇÕES CONTRA A GRIPE ESPANHOLA


Policiais com máscara - Getty Images
A atual crise de proliferação do coronavírus no mundo não foi a primeira e nem a pior pandemia que o mundo já vivenciou. Um dos episódios mais caóticos foi a Gripe Espanhola, uma influenza viral que tomou o globo em 1918, sendo responsável pela morte de 100 milhões de pessoas, completando 5% da população.

Porém, assim como nos atuais, foram divulgadas dicas de proteção contra a doença na contenção da pandemia, em que médicos e sanitaristas eram consultados na medida em que o quadro se agravava. No Brasil, não foi diferente: recomendações eram divulgadas em grandes mídias na tentativa de educar a população.
Cães e gatos usavam máscaras durante a gripe espanhola
Um dos exemplos dessa prática foi a Revista O Malho (acessível em PDF por esse link), edição de número 841, de 1918, apresentou “conselhos para evitar o ataque da gripe ou influenza”, que eram, praticamente, muito próximos ao que hoje se recomenda contra o coronavírus. 

“EVITAR o uso e, com maior razão, o abuso de bebidas alcoólicas."
"LAVAR a boca e gargarejar com uma solução de sal de cozinha, na seguinte proporção: uma colher de sopa para um litro de água fervida."
"FAZER diariamente uso de uma solução de essência de canela, conforme as seguintes doses: ima colherinha das de café em meio copo de água açucarada de duas em duas horas, até desaparecer a febre, Depois tomar uma colherinha em meio copo de água três vezes ao dia."
"EVITAR aglomerações, principalmente à noite."
"NÃO fazer visitas".
"TOMAR cuidados higiênicos com o nariz e a garganta: inalações de vaselina mentolada com água iodada, com ácido cítrico, tanino e infusões contendo tanino, cmo folas de goiabeira ou outras".
"TOMAR, como preventivo, internamente qualquer sal de quinino [...]".
"EVITAR toda a fadiga ou excessos físicos".
“O DOENTE, aos primeiros sintomas, deve ir para a cama, pois o repouso auxilia a cura e afasta as complicações e contagio. Não deve receber, absolutamente, nenhuma visita".
"EVITAR as causas de resfriamento, é de necessidade tanto para os sãos, como para os doente e os convalescentes".
"AS PESSOAS IDOSAS devem aplicar-se com mais rigor todos esses cuidados”.

O texto é seguido de um pronunciamento do Cardeal Arcoverde com um apelo pelo seguimento das recomendações médicas e a confiança da população nos profissionais da saúde.
Página reproduzida / Crédito: Domínio Público
Além das receitas de produtos e remédios caseiros, as soluções de práticas cotidianas são muito próximas das atuais. A forte advertência contra aglomerações, os pedidos de reclusão e o destaque para a proteção dos idosos são tão próximos aos apelos da atual pandemia que chegam a coincidir.

Esse fato é decorrente da semelhança entre os dois agentes patológicos: ambos vírus, eles agem de formas parecidas. O coronavírus (gênero de vírus) causador da atual pandemia de COVID-19 é, especificamente, o SARS-CoV-2, gerador de uma crise respiratória aguda grave, enquanto a Gripe Espanhola foi causada por uma influenza de uma estirpe do vírus H1N1. Ambos se reproduzem rapidamente, com alta taxa de mutação, e são disseminados por fluidos das mucosas, como cuspe e remela, ou seja, são transmissíveis pela respiração.

É importante compreender que as recomendações médicas são de suma relevância na contenção de uma pandemia como a do COVID, e elas serão a base para que a disseminação dessa doença não chegue aos níveis alarmantes que chegaram a influenza de 1918. A tragédia pode ser evitada com a confiança nos profissionais, na academia e na ciência.

Peste bubônica, Tifo, Influenza A, Gripe Aviária, Cólera, H2N2... muitas foram as pandemias mundiais que foram geradas não apenas por agentes biológicos, mas principalmente pelo descaso (somado à ignorância e à falta de preocupação) que tem origem social. Longe de ser culpa unicamente da fonte originária das patologias (Infuenza na Espanha e Coronavírus na China), é necessário um esforço global em nome da saúde pública e da responsabilidade governamental.
*(OUL/HA)

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Reflexões em tempo de quarentena 3

Imagem ilustrativa

Divagando sobre o Apocalipse em época de corona…

Eu sempre fui pré tribulacionista (aqueles que acreditam que a volta de Cristo acontecerá antes das “dores” finais), fã da saga Deixados para trás, ou talvez eu torcia pra ser. Hoje eu estou mais pra midi tribulacionista (que acredita que os crentes sofrerão tb um tempo antes da volta de Cristo e depois “os dias seriam abreviados senão ninguém suportaria”).

Suponhamos que este seja o começo “das dores” (o que não dá pra saber é claro, pois já houveram períodos com pandemias, guerra, etc assim ou até piores na história), e que comece a surgir a figura de um líder mundial. Os crentes atentos começarão a confirmar os sinais descritos na Bíblia e penso que e daí sim que vão se mobilizar com mais vigor para que o evangelho chegue nos confins da terra, chegando então a tão aguardada volta de Cristo.

O fato é que enquanto a gente acha que a volta de Cristo está longe de nossa geração, que tudo está bem, a gente entra num estado de conforto, e tenho a impressão que é preciso um empurrãozinho de Deus, pra que a gente acorde e se mobilize, que se lembre que Ele vai voltar (seja agora ou daqui ha muitos anos ainda). Parece que de tempos em tempos precisamos desse despertar. E o fato é que uma hora, em um desses momentos será realmente o começo da tribulação. Será agora? Não, sei, ninguém sabe. O que sei é que tenho que estar preparada pois Ele virá!
Imagem ilustrativa
* Uma observação: Deus não manda esse tipo de catástrofe pra que as pessoas se voltem pra Ele, Ele não é malvado e sádico. Essas catástrofes são nada mais nada menos que consequências do pecado e dos atos humanos, mas sim, Ele permite essas situações, pois tem seus propósitos.
(A inconformada)


Reflexões em tempo de quarentena 2


Imagem ilustrativa
Não tem como não ficar nostálgico nesta época que estamos vivendo.

Eu fico pensando, será que vou perder alguém querido, será que eu serei uma das vítimas dessa Pandemia?

Bom fato é que se for a minha hora o meu sentimento é de gratidão, porque Deus me deu muito mais do que eu merecia, pensava ou imaginava. Realizou os meus maiores sonhos e eu não podia ter sido mais feliz, com a família que ele me deu, amigos, sustento, lazer e claro, perdão dos meus pecados e salvação em Jesus Cristo. Mas além deste sentimento me vem um sentimento ruim: eu não fiz tudo que devia ter feito pra anunciar a Salvação de Jesus Cristo, não tem como não ter esse sentimento. Mas o negócio é que eu não sei se vou morrer, se eu sobreviver espero sair mais da minha zona de conforto e fazer mais pelo Reino, sabendo que Ele em breve vem! E se eu morrer… Peço perdão a Deus por todo o meu egoísmo, por toda a minha preguiça e os meus julgamentos que me fizeram simplesmente paralisar.
(A inconformada)



Reflexões em tempo de quarentena 1

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Nós os crentes pedimos a volta de Jesus, e isso será maravilhoso mesmo. Mas a gente sabe o que antecederá a volta de Cristo.

Este pode não ser o Apocalipse (embora tá parecendo o começo dele), mas nos deixa pensativos: estamos preparados pra volta de Cristo? Estamos preparados pra aceitar o mal e não somente o bem? Estamos preparados pra ter que fugir pras montanhas, deixar nosso conforto, não negar a Jesus? Acho que a maioria de nós não está. Que Deus tenha misericórdia de nós e abrevie a Sua vinda.
(A inconformada)