quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

MAQUIAVEL JÁ DIZIA



Mesmo antes do estudo formal da administração pública, por volta do século XX, muitos estudiosos já expressavam pontos de vista inovadores sobre a necessidade de reformulação constante do setor público, entre eles Maquiavel:

Os príncipes prudentes não devem tomar cuidado somente com as desordens presentes, mas também com as futuras, e enfrentar aquelas com toda a habilidade , porque, previstas a tempo, podem ser facilmente remediadas, mas esperando que se aproximem, o remédio não chega a tempo, porquanto a doença já se tornou incurável. (MAQUIAVEL, 2011, p 30)

Segundo Maquiavel (2011), não há nada mais difícil de controlar, mais perigoso de conduzir, ou mais incerto de alcançar sucesso, do que a introdução de novos métodos para estabelecer um governo. Isto se dá principalmente pela necessidade da reformulação das leis que ora regem, e parcialmente pela incredulidade dos cidadãos em coisas novas até que se tenha bastante experiência com elas.

Ao estudarmos a evolução histórica dos modelos organizacionais, devemos levar em conta o momento em que vivam os teóricos quando desenvolveram suas teorias, neste sentido, os modelos não significam a forma ideal de organização, mas a representação do momento histórico (DENHARDT, 2012). Portanto, é fundamental entender os modelos Patrimonialista e Burocrático, para que se tenha a compreensão dos sistemas ou modelos administrativos que construíram a evolução da administração pública até o presente momento.

O conceito moderno de administração pública é extenso e complexo, mas num sentido amplo, refere-se ao conjunto de setores e serviços designados para exercer as atividades administrativas, a execução das decisões políticas e legislativas com o propósito da gestão de bens e interesses da comunidade nas esferas Federal, Estadual e municipal, visando o bem comum.  As organizações públicas são sistemas complexos, interdependentes e buscam, no exercício de suas atividades, o melhor desempenho, atendendo de maneira efetiva e com qualidade as demandas da população. (MATIAS-PEREIRA, 2010).

(etceteraomnia)



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

‘JANELA PARTIDÁRIA’ PARA VEREADORES ABRIRÁ ENTRE 2 DE MARÇO E 2 DE ABRIL

Os vereadores brasileiros que queiram trocar de partido para disputar por nova legenda a sua reeleição precisa ficar atento. Diferente do que muitos estão pensando, a ‘janela partidária’ deles é diferente da aberta no último dia 18 de fevereiro para deputados federais e estaduais.
No caso dos vereadores, a liberação para mudança de sigla é a partir do dia 2 de março, por conta da Lei 13.265, da Reforma Política, que abriu um prazo de trinta dias para que os legisladores municipais tivessem oportunidade de mudar de agremiação um mês antes do limite de filiação partidária para quem vai disputar cargos majoritário e proporcional em outubro próximo, no caso o dia 2 de abril.
Via Sobral em Revista
 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A IDEOLOGIA DA CRENÇA



Sempre ouvi dizer que nada é o que aparenta ser. De fato, com o passar do tempo fui notando que isso se aplicava a quase tudo. Às vezes “não” queria dizer “sim” e vice-versa. Mundinho complicado, esse. A vida social é permeada por interesses ocultos com o rabo de fora. Desde pequenos, aprendemos que não devemos mentir. A mentira é feia e o mentiroso precisa ser castigado. Deus não gosta de mentiras e coisas assim. 

No entanto, muitas vezes as crianças são levadas ou obrigadas a mentir, senão repreendidas por dizerem a verdade. Não se trata de algo pontual, que se refere a algum tipo de família ou de classe social, absolutamente. É geral. Quanto mais abrangente for o meio social, mais verdadeiro isso se torna. Quando no governo, aí então…

Assim sendo, parece que a mentira é uma necessidade absoluta. No meu ponto de vista, creio que por trás de tudo existe algo que chamo de ideologia da crença ou a crença na crença ou ainda o conjunto de idéias dogmáticas que se impuseram historicamente por influência e necessidade da religião. Algo que defende a tese de que o Homem precisa ser enganado para reagir positivamente, como se o Homem devesse criado para ser feito de besta. 

Será que o Homem foi feito para ser enganado? Ah, embora eu desconheça estudos nesse sentido, me parece que sim. Como é fácil se enganar a uma criança. Chega a ser divertido. A brincadeira de esconder ovinhos de páscoa, por exemplo. Quando alguém conta como conseguiu enganar a um terceiro, por um motivo qualquer, estouram-se gargalhadas. Fazer os outros de bobo é uma brincadeirinha divertida que pode tornar-se uma profissão bem remunerada. Nem precisamos de exemplos, não é mesmo?

Desse modo, a infantilização da Humanidade tem um proveito político e econômico evidente. Todavia, há muito, chegou-se à conclusão de que o ser humano não foi feito para mentir, como demonstra o polígrafo. O que será que significa isso? Difícil responder. Porém, tanto “ética” como “moral” têm o mesmo significado – “costume”; e a institucionalização do costume de enganar veio de cima. Lá, permanece a defender suas idéias dogmáticas com o apoio dos inocentes. Não importa qual a religião, é assim que essa ideologia funciona acima de todas as crenças. Satisfação e bem-estar para uns poucos em detrimento da maioria. O medo do castigo divino é o motor desse veículo de privilégios movido pelo prazer, porque não há champanhe nem caviar para todos. 

Também sempre ouvi dizer, que isso é assim desde que o mundo é mundo. No entanto, a nossa cultura ocidental tem suas raízes na Mesopotâmia, via Anatólia ou Ásia Menor, e a antropóloga e assirióloga Gwendolyn Leick, em sua obra Mesopotâmia: a invenção da cidade revela-nos algo interessante, na página 110: “No período acadiano, os escribas a serviço de governantes desempenharam a função de “ideólogos”; sua tarefa consistia em desenvolver argumentos para contra-atacar a oposição de outros grupos que resistiam às forças de controle central; eles tinham que justificar uma nova forma de governo que concentrava todo o poder nas mãos de um rei”. Essa nova forma de governo tem, pelo menos, 2370 anos antes da Era cristã. Ao que parece (aí as aparências não enganam) a oposição entre esses grupos é de uma atualidade desconcertante.

Teologia significa “estudo das ciências dos deuses” (dos conhecimentos deles), ou melhor, significava antes de se tornar a engenharia da enganação. Vale lembrar que a religião mesopotâmica era uma religião científica, voltada para este mundo, ao contrário da egípcia, voltada a uma existência futura depois da morte. Seguindo o exemplo acadiano, naquele particular citado por Leick, os atuais escribas da teologia continuam justificando ou provendo de argumentos filosóficos a ideologia da crença. 

O historiador Arnold J. Toynbee havia previsto que o grande confronto do século XXI se dará entre duas religiões heleno-judaicas: cristianismo e islamismo. Sinais disso já se vê pelo mundo. Alguns tentam minimizar a questão, argumentado tratar-se de conflitos políticos, como se essas religiões não se envolvessem neles. Na Europa, onde a imposição religiosa tomou seu grande impulso no passado, o conflito de costumes é mais evidente. Diante do fato, manifestações ateístas tornam-se comuns por lá. Com toda certeza, posso afirmar que não existem previsões de confrontos entre ateus e religiosos. Porém, entre religiosos e ateus nunca se pode garantir. Aliás, o nome “ateu” é uma invenção religiosa, produto dessa fórmula explosiva, heleno-judaica, que alimenta o seguinte pensamento: “Quem não está comigo, está contra mim”. Para estas religiões o direito a uma terceira opinião só existe sob os refletores da mídia. 

A ideologia da crença promove o controle dos pensamentos e dos comportamentos, individuais e coletivos, e é mantida pelos interesses ocultos dos que a utilizam. Não tem cara. Na Maçonaria, por exemplo, juntam-se todas elas: cristãs, islâmicas, judias etc. Desde que se acredite em Deus. Não existem maçons ateus, você sabia? Crer na divindade é o mandamento número um dessa ideologia. A Maçonaria é apenas uma das fraternidades afins. O poder econômico que está por trás disso une interesses inacreditáveis. Tanto o (a) estudante de História quanto o (a) jovem historiador (a) devem estar cada vez mais atentos ao desenvolvimento dos assuntos “sagrados”. Sagrado significa “aquilo que pertence aos deuses”. Deus e deuses são idéias em eclipse, portanto, muita atenção. O importante é que sirvam à História, ao invés de servirem de eco a uma erudição estéril e tendenciosa.

O professor Richard Elliot Friedman, titular de hebraico e literatura comparada, na Universidade da Califórnia, doutor em teologia por Harvard e membro do Bilblical Colloquium, entre outras qualificações, em sua obra, O desaparecimento de Deus: um mistério divino, deixa entrever que a Bíblia hebraica é uma versão censurada, e nela a idéia da presença física da divindade entre os humanos foi desaparecendo nos livros seguintes ao do Gênesis. A interferência direta da divindade vai sendo substituída por visões ou sonhos, até atingir a total abstração pela ação indireta dos profetas, que passam a atuar como intermediários da vontade divina. “Deus desaparece na Bíblia. Leitores religiosos e não-religiosos por certo irão achar tal afirmação surpreendente e intrigante, cada qual por suas próprias razões. Confesso, de minha parte, que a acho estarrecedora. A Bíblia se inicia, como todo mundo sabe, num mundo em que Deus está ativamente e visivelmente envolvido, mas não é assim que termina.” (FRIEDMAN, 1997, p. 19) 

Outro judeu mais conhecido, Albert Einstein, em sua obra Como vejo o mundo, diz o seguinte: “O judaísmo não é uma fé. O Deus judeu significa a recusa da superstição e a substituição imaginária para este desaparecimento. Mas é igualmente a tentação de fundar a lei moral sobre o temor, atitude deplorável e ilusória. Creio, no entanto, que a possante tradição moral do povo judeu já se libertou deste temor. Compreende-se claramente que “servir a Deus” equivale a servir à vida.” (EINSTEIN, 1981, p. 114) Acrescento, por minha conta, que servir à História equivale (também) a servir à vida. 

Será que estamos nesse mundo como descendentes de colonos avançados, sem saber? Será que a fonte das nossas mazelas estaria na disputa entre a nossa natureza divina, herdada dos nossos criadores, e a natureza terrena, lutando por intermédio dos seus anticorpos contra os invasores que habitam em nós? Será que a luta entre o Bem e o Mal se resume nisso, e nós somos o campo de batalha dessa contenda? Não sei. Por enquanto é a ideologia da crença que dá as cartas, mas a verdadeira identidade da religião ainda não foi revelada para quem gosta legitimamente de História. História é uma paixão que não maltrata. Vocês, jovens historiadores (as), podem fazer a diferença. 

*Ivani de Araújo Medina é carioca, nascido na ilha do Governador em 1947. Formado em Artes Plásticas pela antiga Escola Nacional de Belas Artes na década de 1960, e autodidata e pesquisador em História do Cristianismo.

Via debates culturais


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

É VIROSE: 58,8% DOS RECÉM-FORMADOS DAS FACULDADES PRIVADAS DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO FORAM REPROVADOS NO EXAME DO CREMESP. MESMO ASSIM, PODEM EXERCER A PROFISSÃO

INTEGRAÇÃO DOS ALUNOS



O ano letivo já começou nas escolas particulares e públicas. O fato é que o mês de Fevereiro é focado em dois grandes objetivos: Integração dos Alunos e Avaliação Diagnóstica. Neste artigo vamos nos ater ao primeiro objetivo: Integração dos Alunos.

As crianças e jovens, ficam muito apreensivos no retorno das aulas, pois há um sem número de situações que terão que enfrentar, é um misto de expectativas boas e ao mesmo tempo um medo do desconhecido, afinal são novos Professores, novos amigos, nova escola, como serão recebidos? Será que vão gostar ? Inquietações estas que o Professor deve estar atento na volta às aulas.

Por isso, nem pense em já ir entrando na sala de aula enchendo o quadro negro de tarefas, pedindo trabalhos, marcando provas, cobrando isso, cobrando aquilo, enfim, você já será vista como a “ chata da hora” .

Lembre-se, as crianças e jovens, precisam inicialmente de um certo espaço para se expressarem, interagirem, conhecerem o “ novo território”, conhecer você, os novos amigos, a nova escola.  Afinal, eles ficaram praticamente quase dois meses de férias, fazendo um sem número de coisas e agora querem compartilhar, precisam disso. Então use esta necessidade de compartilhar ao seu favor, aproveitando para fazer com que todos possam se conhecer melhor e já criar laços de amizade.

Aqui vão algumas dicas simples, separadas por estágios:

– Educação Infantil:

Crianças pequenas choram no primeiro dia de aula, porém o período de adaptação  pode durar até uma semana. A mãe fica apreensiva e quer entrar junto, ou muitas vezes acaba levando a criança embora e no dia seguinte a criança chora para não ir para a escola e a mãe cede não levando. Isso faz com que a criança demore muito mais a se ambientar. Para evitar que esse período se alongue além do necessário, é preciso que a Professora e os funcionários de Apoio estejam devidamente orientados a entreter as crianças com muitos jogos e brincadeiras coletivas, afinal nenhuma criança resiste a hora de brincar.

Caso a mãe entre  na sala de aula no primeiro dia, deixe-a instruída a incentivar a criança a brincar com os coleguinhas, jamais deixá-la todo o tempo no colo pois isso a impede de interagir mais livremente com os novos amigos e com os brinquedos, e a levar a criança para a escola TODOS os dias.

– Educação Fundamental

Tanto no Fundamental I quanto no Fundamental II as crianças e jovens esperam que os amigos venham chamá-la para brincar ou conversar. Os mais “ descolados” tomam a iniciativa até porque já conhecem quase todo mundo, porém aqueles alunos que vieram de outras escolas sentem-se deslocados, apreensivos e inseguros de abordar esse monte de “estranhos”.

Ao Professor cabe a tarefa de criar várias atividades, sempre coletivas, em forma de gincanas, desafios, jogos, brincadeiras, para quebrar o gelo do grupo.

Outro modo muito eficaz é selecionar dois alunos, para serem os guias desses novos alunos dentro do ambiente escolar, ficando assim incumbidos de mostrar onde é a cantina, os banheiros, o laboratório, enfim todas as dependências da escola, além de ajudar a enturmá-lo no grupo. Assim, cada dois alunos antigos ficam incumbidos de um aluno  novo durante um dia, depois faz-se o revezamento passando esse aluno novo, para outra dupla de alunos antigos, até que os alunos novos tenham ficado com todos os alunos antigos.

– Ensino Médio

Já no Ensino Médio os alunos nesta fase precisam passar a mensagem de “força moral ”, e  “ independência” para o grupo então aqui será preciso que o Professor use de sensibilidade e sutileza para integrar os alunos novos, pois há uma grande resistência em não permitir “gente estranha” no grupo.

Para quebrar esse “ iceberg” levante em um bate papo, ou crie uma atividade em forma de brincadeira, onde cada um tenha que falar das coisas que mais gostam de fazer, assim você terá muitas informações rapidamente para criar um projeto coletivo onde todos tenham que participar e apresentar antes da aula terminar. Exemplo: criar uma música, fazer uma imitação, criar um traje engraçado, fazer uma performance em grupo.

Você também pode utilizar a estratégia citada acima de usar os alunos antigos como guias para ajudar a enturmar os alunos novos.

– EJA  (Educação de Jovens e Adultos)

O público de EJA, tem suas peculiaridades, pois já é um público adulto, que trabalha, muitos já são casados, tem filhos, família para alimentar e contas para pagar, geralmente reservam o período noturno para estudar, pois trabalham durante o dia.  Assim, a abordagem de interação precisa levar isso em conta.  Por isso investigue em um bate papo, ou por meio de uma atividade de quebra gelo, para que esses alunos falem mais sobre sua história, seus sonhos, e suas dificuldades enfrentadas no dia a dia. Desse modo todos acabam se “vendo” nas estórias do outro e isso possibilita a criação de um elo de camaradagem, amizade e cumplicidade.

Outra estratégia é, o grupo criar um portfólio sobre os sonhos e projetos de vida que almejam alcançar, e juntos discutirem como isso pode ser atingido. Ao realizar esta atividade todos começam a se sentir participantes do sonho do colega e isso os une muito, pois acabam compartilhando ao longo do ano todas as vitórias conquistadas.

Todos esses cuidados e esse olhar sensível no momento de planejar as atividades de  integração, mostra aos alunos o tipo de Professor que você é. E isso é também um exercício para que você também seja integrado ao grupo.

Como os alunos verão o Professor durante todo ano, e talvez durante toda a vida,  vai depender muito do tipo de abordagem que você terá nessas primeiras semanas de aula.

Você tem outras estratégias ? Gostaria de compartilhar ? Então mãos a obra, comente neste blog.

Roseli Brito - SOS Professor


DICAS PARA ORGANIZAR A SALA DE AULA



Quer você seja um  professor experiente ou um novato, a volta às aulas sempre requer uma preparação extra,  então as dicas abaixo podem ajudá-la a organizar e planejar melhor o seu tempo.

Dica 1: Obtenha novas ideias  com  seus colegas de trabalho

Como primeira sugestão do que fazer, sugiro que você visite as salas de  aula de outros professores. Apenas trocar idéias na sala dos professores não é o suficiente. Podemos aprender com os nossos pares, observando o modo como organizam, planejam e  decoram suas salas de aula .

Ao visitar as salas dos colegas, não deixe de olhar e escutar. Aqui vai uma dica preciosa: permita que  o professor que você está visitando  forneça detalhes e conduza toda a conversa. A regra de ouro aqui  é: falar de menos e escutar mais. Desta conversa, ou dessa “ escuta” podemos obter uma idéia nova ou diferente, que pode acabar economizando tempo e energia nesta volta às aulas. Mesmo um novo professor pode ter uma forma diferente de fazer as coisas, que você pode achar útil.

Dica 2: Traçar um novo  layout  da Sala de Aula

Desenhe um mapa da sua sala de aula. Pense em como o layout pode ajudar a simplificar a sua rotina diária.  Faça as seguintes perguntas: Será que o  horário de aulas da turma, os Cartazes, o Quadro de Aviso, o Quadro de Aniversariantes do mês, Ajudante do Dia, o Relógio na parede, a Tabela Periódica, estão nos locais adequados?  Na volta às aulas será que é possível deixar esse ambiente mais acolhedor e organizado ?

Pense em como as carteiras dos seus alunos estão dispostas. Você prefere ter as carteiras  de frente para você ou  gostaria de ter as mesmas organizadas  em pequenos grupos, para que os alunos possam  trabalhar  melhor coletivamente ?

Dica 3: Faça os Pais trabalharem

Na volta às aulas há tarefas que podem facilmente serem delegadas aos Pais! Isso mesmo, pais felizes são pais ocupados. Por isso ocupe-os com trabalho voluntário . As cortinas da sua sala de aula precisa de reparos? O Quadro negro precisa de uma tinta nova? O armário para a guarda de material dos alunos precisa ser reforçado ? ou trocado? Você gostaria de um novo mural de madeira na sala de aula para  expor os trabalhos dos alunos? Nos Projetos que você pensa desenvolver para este ano vai precisar que as fantasias dos alunos sejam confeccionadas por uma costureira?

Então convoque a ajuda deles. Logo na volta às aulas faça um levantamento sobre o talento e/ou habilidade com  que cada Pai/Mãe poderá contribuir durante  o ano letivo e envolva-os nas tarefas, desta forma você os terá sempre ao seu lado como uma força colaboradora.

Dica 4: Compartilhando responsabilidades com os Alunos

Cuidar do ambiente, dos materiais e da organização do espaço escolar não é apenas tarefa do Professor. Na volta às aulas deixe isso claro delegando e compartilhando algumas tarefas com os alunos tais como: lixo no chão, lixo embaixo da carteira, arrumação das carteiras, organização dos materiais nos seus devidos lugares, etc.

Para isso basta você enumerar as tarefas  que ficarão afixadas como um “ Check List”, onde todos possam ver e serem lembrados. Assim logo ao entrar na sala repassar as tarefas do Check List, antes de sair para o Intervalo (Recreio) o que precisa ser feito  ou deixado em ordem ? E antes de ir embora, quais são as tarefas que precisam ser executadas antes de dar o sinal ? Arrumar as carteiras? Verificar se não há lixo no chão? Devolver livros para a Biblioteca?

Nas primeiras semanas da volta às aulas os alunos já conseguirão incorporar essas tarefas no dia a dia e as mesmas tornar-se-ão bons hábitos praticados ao longo do ano.

Como se diz no popular “ é de pequeno que se torce o pepino”, e é na volta ás aulas que as ações de organização escolar  devem ser implementadas no dia a dia dos alunos.

Dica 5: Prepare-se para Emergências

Você já sabe, ano novo, mas as situações….são velhas, ou seja, esteja preparada para as emergências. Na volta as aulas veja se a escola tem kit de primeiros socorros , tenha em mãos as informações de saúde, que sejam relevantes, dos seus alunos. Há algum aluno diabético na sua turma ? Há aluno com alguma condição de saúde que requer algum preparo e/ou atenção extra?  Há algum aluno que convulsiona? Você sabe o que fazer nesta situação? Você vai precisar aplicar insulina em algum aluno neste ano?

Dica 6: Planos de Aula Extra

Imprevistos acontecem com todo mundo, inclusive com você. Então vai acontecer de um dia qualquer você ter de faltar e então como ficam seus alunos? E suas aulas? Então pense em facilitar a vida do Professor que for substituir você .

Na volta às aulas, prepare Lições, Atividades, Aulas Extras e deixe em uma pasta com a Coordenadora ou no seu escaninho na Sala dos Professores. Isso facilita muito a vida de todos e não custa nada pensar cinco passos adiante.

Imprevisto não dá para prever….. (alguns até dá), agora o que dá para prevenir mesmo é deixar preparado algumas aulas extras.  Lembre-se de detalhar as suas aulas no seu Plano de Aulas e deixar anotações que sejam suficientemente claras e organizadas para que qualquer Professor possa compreender e executar o que foi planejado para aquele dia.

A volta às aulas não precisa ser extenuante, basta organizar esse momento para que todo o ano letivo transcorra de forma menos estressante e cansativo. Desejo que a sua volta às aulas seja magnífica e que seus alunos aprendam muito, e que os Pais dos seus alunos sejam de fato Pais participativos e apoiadores do seu trabalho.

E então, você também tem dicas de volta ás aulas que gostaria de compartilhar? Então envie pra gente ! Poste aqui mesmo no blog, logo abaixo nos comentários.

Roseli Brito - SOS Professor