sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

PREFEITURA DE MARTINÓPOLE FIRMA PARCERIA COM O PARFOR/UVA



A prefeitura de Martinópole, através da Secretaria de Educação do município, firmou parceria com a Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) por meio do Plano Nacional de Formação de Professores (Parfor). A prefeitura solicitou a implantação de turmas do Parfor para investir na qualificação dos professores e melhoria da educação básica do município.
 
O prefeito de Martinópole James Martins firmou compromisso destacando a boa infraestrutura e condições de ofertar o curso na cidade.

Para o município, investir na educação tem sido uma das formas encontradas para melhorar os índices do município. “Antes se o professor quisesse cursar uma primeira ou segunda licenciatura tinha que se deslocar para Sobral ou outra cidade polo, além de custear despesas com transporte. Agente está aqui humildemente em busca de dá melhores condições a nossos professores”, disse o prefeito James.

De acordo com informações da Secretaria de Educação do município, a proposta foi de formar quatro turmas, uma para primeira licenciatura e três para segunda, porém foi possível formar apenas três turmas de segunda licenciatura. As aulas do Parfor acontecerão nos finais de semana na Escola Mariana Ximenes em Martinópole. Os professores da Universidade vêm até o município ministrar as aulas e ao final do curso, que tem duração de dois anos, recebem o diploma da UVA.

As aulas iniciarão sábado 13 e conta com a participação de 60 professores distribuídos em 03 turmas, sendo uma de Pedagogia, uma em Matemática e uma de Licenciatura em Letras – Língua Portuguesa.


Parfor

É um programa implantado com a finalidade de contribuir para que os professores em exercício na rede pública de educação básica tenham acesso à formação superior exigida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Por meio dele, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) financia cursos de licenciatura gratuitos e de qualidade, destinados, exclusivamente, aos professores que estejam no exercício da docência na rede pública de educação básica.
 
Com informações: SME de Martinópole.
 

NOSSA IDADE MÉDIA: PORQUE AS PESSOAS AINDA ACREDITAM EM DEUSES, MESSIAS E LIVROS SAGRADOS

Fonte: O pensador da aldeia

CONTRA O "AULISMO" E O "ESTAGISMO": NA UNIVERSIDADE BRASILEIRA HÁ MUITA AULA, MUITO ESTÁGIO E POUCO ESTUDO



Menos aulas e mais estudo, este deve ser o caminho

Desde quando virei professor, uma coisa que me chamou a atenção é o excesso de aulas nas universidades brasileiras. Por outro lado, o estudo exigido fora de sala é baixíssimo.

O setor educacional de nível superior é extremamente regulado pelo MEC. Essa regulação foi (e tem sido) essencial para manter padrões mínimos de qualidade, como qualificação mínima de docentes, laboratórios e bibliotecas. Mas em alguns casos acaba extrapolando a possibilidade de inovações ao tentar impor um modelo único de gerenciamento.

Isso passa principalmente pela sala de aula.

Os cursos das IES são regidos por suas Diretrizes Curriculares Nacionais de cada curso. Lá normalmente (nem todos os cursos são assim) os eixos de formação (que acabam se desdobrando em disciplinas) com conteúdos mínimos a serem abordados e tempo mínimo de integralização. Estes conteúdos são avaliados no ENADE.

Como em muitos casos os conteúdos abordados seguem uma lista extensa, é preciso uma enorme quantidade de sala de aula para cobrir todo o conteúdo. Acontece que mais sala de aula não é sinônimo de mais qualidade.

Vamos pegar o curso de Direito. No Brasil temos uma carga horária mínima de 3.700 horas. Disso tudo, 20% pode ser oferecido em atividades complementares e atividades extra-classe, como prática jurídica, TCC e Estágio. Sobram 2960 horas de sala de aula a serem oferecidas em dez semestres.

Ora, isso dá quase 300 horas por semestre. No caso das Federais, que normalmente tem 15 semanas de aula (as particulares normalmente tem 20 semanas), o horário semanal é completamente preenchido apenas por sala de aula.

E podemos pensar que isto é algo positivo, mas não é.

Peguemos o exemplo da Universidade de Harvard, cujo aluno assiste a “apenas” 15 horas de aula por semana. O relato de um estudante chega a impressionar. Tem 3 horas de aula por dia e 50 horas de estudos semanais, entre atividades, estudos e práticas.

Como no Brasil a maioria dos estudantes deste curso está no período noturno, pois muitos trabalham, fico me perguntando em que horário é possível estudar.

Por aqui ainda há uma ideia equivocada de que a sala de aula deve ser o momento do estudo, quando na verdade deveria ser o de tirar dúvidas. Nós professores (eu incluído) nos acostumamos a “repassar” o que poderia ser lido pelo aluno. Muito da culpa disso tudo nos cabe, já que pouco inovamos (novamente me incluo) em criar aulas com simulações práticas e uso de laboratório intensivo. Reclamamos da distração dos estudantes em sala, mas basta enxergar aulas práticas em alguns cursos para percebermos que com metodologias ativas a participação é maior.

E o pior….o aluno também é refratário a mudanças no ambiente, principalmente de cursos na área de humanas, por acreditar que o modelo é exatamente este que temos hoje.

Mas no caso de cursos como Direito e a área de Negócios é extremamente difícil encontrar pontos de convergência com a prática já que há um caminho traçado (por estudantes, professores e órgão regulador) para apenas cumprir conteúdos e carga horária. A carga horária prática e o estudo fora de sala acabam sendo menos prioritários, levando a uma inevitável diminuição de exigência nos exames.

Daí percebe-se que quando chega ao final do curso, o aluno não consegue escrever um texto para seu TCC ou mesmo pensar nada fora da exigência mínima. Acredita-se que isso se aprende com regras da ABNT repassadas em cursos de Metodologia, quando na verdade para se escrever é preciso ler, e muito.

Um dos alentos para isso é a flexibilização para que até 20% das aulas seja online. Com a melhoria da qualidade do que está sendo produzido nestes últimos meses, rapidamente será a opção preferencial dos alunos, que ainda preferem a aula presencial. Mas isto tende a mudar. (caso queiram ver conteúdos gratuitos sendo oferecidos, visite a plataforma Coursera, com cursos de grandes universidades americanas gratuitos).

Se não caminharmos para algo diferente daqui a pouco ficará impossível dar uma hora de aula e alguém prestar atenção…imagine 3700 horas.



GESTORES EDUCACIONAIS TÊM ATÉ ABRIL PARA ENVIAR PRESTAÇÃO DE CONTAS DA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR



 
Gestores municipais e estaduais de todo o país já podem enviar os dados sobre a execução dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) em 2015 por meio do Sistema de Gestão de Prestação de Contas (SiGPC/Contas Online) do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O prazo para apresentar a prestação de contas vai até 1º abril.

“Quem não cumprir o prazo fica inadimplente e pode deixar de receber recursos do Pnae”, afirma a coordenadora-geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas do FNDE, Orvalina Ornelas Nascimento. Neste caso, porém, o governo local precisa custear com recursos próprios a alimentação escolar de seus estudantes.

As informações encaminhadas serão inicialmente analisadas por conselheiros de controle social, responsáveis por acompanhar a execução do Pnae em cada município e estado. Os conselhos de alimentação escolar terão 45 dias para registrarem seus pareceres, aprovando ou não as contas, no Sistema de Gestão de Conselhos (Sigecon) do FNDE.

Fonte: FNDE / Sala de imprensa /Imagem: Governo Municipal de Martinópole

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

PDDE TEM NOVAS REGRAS PARA REPROGRAMAÇÃO DE SALDOS E REPASSES FINANCEIROS



O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) definiu novas regras para repasse de recursos, reprogramação de saldos existentes em conta corrente e descontos de valores do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Uma das principais novidades é quanto à reprogramação de recursos do chamado PDDE Básico.
O saldo existente em conta corrente em 31 de dezembro de cada ano poderá ser reprogramado para o exercício seguinte sem nenhum tipo de desconto. Ou seja, as escolas que tiverem recursos do PDDE Básico em suas contas ao final deste ano poderão utilizá-los integralmente em 2016.

Além disso, foi definido que as transferências financeiras do PDDE Básico serão feitas em duas parcelas anuais, uma em cada semestre, com um intervalo mínimo de quatro meses entre os dois repasses. A partir da segunda parcela de 2016, haverá desconto sobre saldo em conta corrente. Do montante total a ser transferido na ocasião, será deduzido o saldo existente no último dia do mês anterior ao dos repasses.

“A escola que não utilizar os recursos que recebeu anteriormente terá uma parcela menor, proporcionalmente aos valores que constam em conta corrente e em qualquer tipo de aplicação financeira”, explica o coordenador-geral de Apoio à Manutenção Escolar do FNDE, José Maria Rodrigues de Souza.

PDDE Básico – Criado em 1995, o PDDE tem a finalidade de prestar assistência financeira, em caráter suplementar, às escolas da rede pública de educação básica e às escolas privadas de educação especial mantidas por entidades sem fins lucrativos. O objetivo é promover melhorias na infraestrutura física e pedagógica das unidades de ensino e incentivar a autogestão escolar.
Os recursos destinam-se a pequenos reparos nas unidades de ensino e à manutenção da infraestrutura do colégio. Também podem ser utilizados na compra de material de consumo e de bens permanentes, como geladeira e fogão, por exemplo.

Fonte: Sala de Imprensa/FNDE