quarta-feira, 19 de março de 2014

EM MARTINÓPOLE, CERCA DE 30 PESSOAS PARTICIPARAM DA PARADA NACIONAL DA EDUCAÇÃO.

A greve nacional da educação terminou o segundo dia com êxito. A pauta de 18 de março foi marcada por debates, passeatas e manifestações em várias cidades para cobrar dos prefeitos e governadores o cumprimento da lei do piso. Os educadores exigem, ainda, carreira e jornada para todos os trabalhadores, investimento dos royalties de petróleo em valorização, votação imediata do Plano Nacional de Educação, destinação de 10% do PIB para a educação pública, e lutam contra a proposta dos governadores de reajuste do piso e contra o uso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) como base para correção.


Em Martinópole cerca de 30 pessoas participaram na manhã desta terça-feira (18), da Parada Nacional da Educação. O movimento iniciou-se em frente à sede do sindicato Apeoc, antes da caminhada houve queima de fogos, em seguida os servidores percorreram uma das principais rua da cidade passando em frente a Secretaria Municipal da Educação finalizando com a concentração dos servidores municipais na Câmara de vereadores da cidade onde foi recebida por representantes do legislativo.


Com informações: Blog Acontece

quinta-feira, 13 de março de 2014

COMISSÃO DO SINDICATO APEOC EM MARTINÓPOLE ADERE À PARADA NACIONAL DA EDUCAÇÃO

Em assembleia geral extraordinária realizada às 19h desta quarta-feira, 12, a Comissão do Sindicato Apeoc de Martinópole decidiu participar da Parada Nacional da Educação. O movimento acontece entre os dias 17 e 19 de março e pretende paralisar as atividades em todas as escolas da rede oficial de ensino no país.

O movimento é encabeçado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Dentre as reivindicações estão o cumprimento da lei do piso, carreira e jornada, investimento dos royalties de petróleo na valorização da categoria, votação imediata do Plano Nacional de Educação, destinação de 10% do PIB para a educação pública e contra a proposta dos governadores e o INPC.

O Sindicato Apeoc em Martinópole está analisando um desses para atividades durante a parada. O movimento deverá acontecer primeiramente em frente à sede do sindicato, concentração dos servidores municipais e abertura da mobilização com o tema: “O voto da educação vale muito”.


A agenda com os horários e atividades ainda não foram divulgadas pelo sindicato.


quinta-feira, 6 de março de 2014

COMEÇA PRAZO PARA ESTADOS E MUNICÍPIOS PRESTAREM CONTAS DE RECURSOS DA MERENDA

Os gestores de municípios, estados e do Distrito Federal têm prazo, a partir do dia primeiro do corrente mês, para prestar contas do que receberam para merenda e transporte escolar, além do dinheiro recebido pelas escolas, em 2013. O prazo para o envio vai até o dia 30 de abril. Quem não cumprir pode ter os recursos dos programas suspensos até regularizar a situação.

Os gestores devem enviar para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) as prestações de contas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate) e do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) por meio do Sistema de Gestão de Prestação de Contas, que está disponível na internet.

No caso dos programas de alimentação e transporte escolar, as contas dos entes federativos serão analisadas inicialmente por conselheiros de controle social. Os conselhos têm até o dia 14 de junho para registrarem seus pareceres, aprovando ou não as contas, no Sistema de Gestão de Conselhos (Sigecon) do FNDE . Já as contas do PDDE serão analisadas diretamente por técnicos da autarquia.


(Agência Brasil)


NÚMERO DE CONSELHOS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO CRESCE, MAS AINDA HÁ DESAFIOS

O número de municípios com conselhos municipais de Educação vem crescendo nos últimos anos. Dos 5.570 municípios brasileiros, 4.718 (84,8%) já contavam com conselho constituído em 2011. A Região Norte é a que tem o menor percentual de municípios com conselhos de educação (65%) e o Sudeste tem o maior percentual, 90%. Em 2009, 4.403 municípios tinham conselhos e, em 2006, eram apenas 3.760.

Os dados são de levantamento feito pela organização não governamental Todos pela Educação com base em informações da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) de 2011, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Fortalecer os conselhos como instrumentos de participação e fiscalização da gestão escolar faz parte das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), em debate no Congresso Nacional. Os dados estão disponíveis no site Observatório do PNE.

Os conselhos estão previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). No entanto, não existe legislação no país que obrigue uma cidade a ter um Conselho Municipal de Educação. A decisão depende apenas do próprio município. As cidades que não têm esse colegiado acabam dependendo do conselho estadual de educação que normalmente tem sede na capital do estado.

A pedagoga e pesquisadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Eloisa de Blasis, avalia que a formação e o trabalho dos conselhos municipais têm avançado, mas que essas instâncias ainda enfrentam desafios. “No Norte e Nordeste ainda temos municípios pequenos, com baixa arrecadação, que, com o fortalecimento da municipalização, não tinham estrutura para garantir a existência desse colegiado, mas estamos avançando nessas regiões”, diz.

Nos municípios brasileiros que têm conselho, a pesquisa aponta que 69,5% deles são paritários, ou seja, contam tanto com representantes da gestão municipal quanto da sociedade civil. Em 2006, menos da metade (47,6%) tinha essa característica.

A composição do conselho deve sempre buscar o equilíbrio entre membros da Secretaria Municipal de Educação, pais e estudantes. Há ainda a possibilidade da participação de entidades religiosas, organizações não governamentais, fundações e instituições de capital privado.

Temos ainda situações em que o conselho não é necessariamente paritário, a composição algumas vezes vai atender à composição política local”, alerta a pesquisadora Eloisa de Blasis. “Outras vezes ele funciona como fórum paritário e zela pela política de educação do município”, completa.

Os conselhos funcionam como mediadores e articuladores da relação entre a sociedade e os gestores da educação municipal. O órgão tem função consultiva, normativa, deliberativa, mobilizadora e de fiscalização. Faz parte dessas funções, por exemplo, a autorização para o funcionamento de escolas públicas municipais e da rede privada e o acompanhamento da execução de políticas públicas da área educacional.

Uma das atribuições mais importantes dos conselhos municipais é a de cobrar e orientar a elaboração do Plano Municipal de Educação (PME), política que vai reger os rumos da educação da cidade para a década seguinte.

O conselho tem como função opinar sobre assuntos educacionais, colaborar com a política educacional e a elaboração do plano municipal de educação, zelar pelas distorções normativas em matéria de educação, fazer análises de situações que chegam até eles e precisam de um parecer”, explica Eloisa de Blasis.

Um exemplo de atuação de um conselho vem do município de Goiana, na Zona da Mata de Pernambuco. O colegiado mantém encontros semanais e é formado por 15 conselheiros, entre eles, representantes da Secretaria de Educação, de pais, alunos, e também do setor privado. Os conselheiros são eleitos por representantes de cada segmento.

Cabe a nós propor correções de políticas públicas, já fizemos normatização de credenciamento de escola, da relação professor e aluno. Cabe a nós também provocar discussões para que algo necessário seja viabilizado”, explica a presidenta da Câmara da Educação Básica do conselho de Goiana, Carmem Nóbrega.

Ela lembra de um caso em que o conselho conseguiu intervir na reforma de uma escola. Segundo ela, a solicitação de reforma já havia sido feita pelo diretor, estava aprovada, mas a escola não tinha a documentação relativa ao território que ocupava. O conselho, então, atuou com a prefeitura para conseguir o documento e assim viabilizar o início da obra.

Carmem conta que a atuação desses órgãos ainda é um desafio e que o sucesso depende da gestão do colegiado e do combate ao ingresso de pessoas com interesses políticos. “Estamos andando, há muitas contradições, mas as instâncias democráticas estão aí e precisamos da organização de cada conselho. Vemos, em alguns casos, a prática de nepotismo, mas precisamos garantir a indicação de quem efetivamente representa aquele segmento”, diz.


(Agencia Brasil)


domingo, 16 de fevereiro de 2014

O AUTORITARISMO PROFESSORAL

Entra governo, sai governo, e as crianças e jovens permanecem à mercê dos caprichos das autoridades. Não faltam planos nem especialistas em ditar o que deve ser feito para melhorar a educação. Há exceções: almas de boa vontade que provavelmente Dante não colocaria no inferno. Mas, no inferno dantesco bem que caberiam muitos dos que reproduzem e perpetuam a realidade de exclusão social, e torturam os corpos e almas dos nossos jovens e crianças com exigências inúteis e demonstrações de autoritarismo, transformando vidas num inferno desconhecido para o autor de A Divina Comédia.

Uma conversa sincera com uma criança ou um jovem indica que, em muitos casos, a sala de aula mais se assemelha a uma prisão. O aluno, como o preso em liberdade condicional, vê-se obrigado a comparecer diariamente, ouvir o que não quer e fazer o que não gosta. Prevalece o desprazer, impera o medo e os abusos de autoridade. Em vez de reconhecer no professor a autoridade legítima, o apoio que necessita para o crescimento intelectual, o aluno vê-se diante da alternativa de obedecer e se submeter aos caprichos de profissionais sem a mínima vocação e preparo para a árdua, porém, sublime, tarefa de educar; ou, ao contrário, rebelar-se e sofrer as consequências e os estigmas. Isso é particularmente grave em relação às crianças mais tímidas, as quais sofrem mais intensamente e se sentem desprotegidas. Para elas, a falta do professor ou a mudança para outra escola é um alívio.

Qual deve ser a atitude do aluno diante do professor que grita, chama-o de burro e outros epítetos e não o respeita? Como deve reagir o aluno quando o professor abusa da autoridade? O que explica, caro professor, que seu colega consiga manter a disciplina da turma, dar a aula e conquistar o respeito dos alunos, sem precisar gritar, ameaçar com provas surpresas, diminuir a nota ou expulsá-los da sala? Será que você não confunde respeito com medo e autoridade legítima com autoritarismo? O que se pode esperar do processo educativo quando o professor se impõe pelo terror e exigências absurdas, como trabalhos e provas de caráter punitivo?

Qual deve ser a atitude do aluno quando percebe que o professor não prepara a aula, não tem didática, não formula adequadamente as questões da avaliação ou exige conteúdos não trabalhados em sala de aula (ou não discutidos como deveria); ou, ainda, pede trabalhos sem explicar o que realmente deseja? O que se pode esperar de professores cuja tarefa consiste apenas e unicamente num meio de vida, num trabalho assalariado como outro qualquer, e que, sem qualquer vocação para serem educadores, projetam seus descontentamentos, neuroses e fracassos, na relação com seus alunos, infernizando as suas vidas? Como reagir diante de profissionais que humilham seus alunos dizendo que, por estudarem em escolas públicas, estão condenados ao fracasso e, assim, jogam ladeira abaixo a autoestima deles?

Se um avião cai ou um prédio desaba, procuram-se os culpados; se o time perde insistentemente, a torcida logo encontra o culpado (coitado do técnico!). Porém, se os alunos vão mal, a culpa é deles. Talvez sejam indolentes ou não inteligentes o suficiente para compreender o tão inteligente e genial professor. Será que as dificuldades de compreensão ou repetência da maioria dos alunos é sinônimo de rigor professoral? Se considerarmos que a função do professor é ensinar, isso é um contrassenso.

Texto original: Ozaí.
Foto: http://educador.brasilescola.com/orientacoes/autoridade-professor.htm





domingo, 9 de fevereiro de 2014

POR QUE OS ALUNOS DESISTEM?!

Tenho o prazer de trabalhar como professor e ter um contato direto com meus alunos. Embora as aulas sejam apenas em alguns dias da semana e haja percalços, é uma alegria vê-los participativos, dedicados e interessados em aprender. Lembro-me de quando era graduando, com um mundo a descobrir. Concentrava-me na fala dos professores, anotava tudo que podia e lia com a curiosidade de uma criança a descortinar o mundo.

Cada aula e leitura alimentavam a expectativa do aprendizado, sentia-me um ser em transformação. O melhor, porém, foi aprender a aprender, ou seja, a certeza de que sempre há algo a aprender e que é finita a capacidade de apreender. Aprendi a manter uma atitude intelectual fundada na humildade dos que sabem que não sabem e, consequentemente, a curiosidade inerente ao neófito. O processo de aprendizado tornou-se contínuo e prazeroso. Surpreendo-me diante das descobertas e redescobertas nas obras e textos que leio, nos filmes que assisto e em minha práxis docente. Se cada vez mais me convenço dos limites e insuficiências do que sei, também me acalenta saber que continuo aprendendo e que este aprendizado é como um voo que me leva a outros territórios e mares.

Vejo-me em meus alunos, percebo em muitos deles a ânsia pelo conhecimento, o prazer da descoberta, a alegria de sentir a metamorfose da formação intelectual. Alegra-me ainda mais vê-los confrontar os vícios que trazem do ensino dos anos iniciais do Ensino Fundamental, a tendência a privilegiarem o conteudismo e a decoreba; contenta-me observá-los ensaiando voos autônomos e a superar a insegurança e a dependência diante da figura do professor.

Talvez este seja o aluno ideal e a minha percepção seja apenas um vislumbre. Ainda que observe aspectos que a confirma, a realidade da vida me ensinou que o aluno real nem sempre corresponde às expectativas. O erro não é dele, mas da idealização. O aluno real vive numa sociedade que o pressiona a preparar-se para a competição. Assim, é equivocado esperar que desenvolva o amor desinteressado pelo conhecimento. Talvez este seja um dos fatores que explique a desistência.

Que outros aspectos explicariam a renúncia dos estudantes? Esta começa a se efetivar já no decorrer do primeiro semestre e tende a acentuar-se na passagem para o próximo ano. Por quê? Qual a nossa responsabilidade enquanto docentes? Qual a nossa “contribuição” para que desistam? Há várias causas, porém, é de se pensar sobre o que fazemos com os nossos alunos.

De qualquer forma, observo que, especialmente no ano seguinte, quando trabalho com as mesmas turmas que conheci no ano anterior, o grau de desistência é alto. A experiência mostra também que, entre os formalmente matriculados, a assiduidade é instável, há os “turistas” e aqueles que aparecem mas não acompanham a aula – estão na sala, mas apenas fisicamente.


Na escola pública é a sociedade que arca com os custos. Além disso, o dinheiro gasto na escola pública poderia ser utilizado em outros serviços públicos. Os alunos tem consciência disto? Nós, professores, estamos dispostos a reconhecer o problema? Quando vamos superar o hábito das reuniões burocráticas, restritas às formalidades, e assumiremos a necessidade de refletir e discutir pedagogicamente? Quando vamos realmente ouvir nossos alunos e tentar compreender os motivos que os levam a desistir. Este é o primeiro passo para encontrarmos as respostas. Por que, enfim, os alunos desistem de estudar?

Adptação Professor Luciano Silva,
Fonte: http://antoniozai.wordpress.com




sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

PREFEITURA GARANTE DIREITO DOS PROFESSORES SOBRE CARGA HORÁRIA

A Prefeitura de Martinópole, através da Secretaria de Educação, garantiu o direito dos professores de terem um terço da carga horária semanal para planejamento de aulas e aperfeiçoamento pedagógico. A informação foi dada pelo secretário municipal da Educação, Professor Aderaldo, em reunião com os gestores das escolas do município.

Segundo informações obtidas pela nossa produção, os professores do Ensino Fundamental do 1º ao 9º ano da rede municipal de educação, já estão com a carga horária definida. Com a implantação de 1/3, muitos professores foram realocados para assumir a demanda.

A atual gestão está garantindo o cumprimento da Lei do Piso (Nº 11.738), de 2008, que destina 1/3 da carga horária da categoria à realização de atividades extraclasses.

Os professores classificam a medida como “extremamente importante”, por possibilitar melhorias na educação a partir da garantia de terem mais tempo para se qualificar, planejar e se informar. Os professores passam a ter mais qualidade de vida e, ao mesmo tempo, a desempenhar melhor suas funções, em benefício do aluno e da educação.

APLICAÇÃO DA LEI

Com a adoção da medida, os professores terão um dia e meio por semana fora da sala de aula para planejar atividades pedagógicas, realizar estudos individuais ou coletivos, organizar os materiais didáticos e participar de formações pedagógicas para favorecer a capacitação contínua na própria escola.  A destinação do tempo para atividades extraclasses dependerá da quantidade de horas que o professor dedica à rede.

A professora Cristiane Cabral, atualmente gerente do PAIC no município, afirmou que os professores do Ensino Infantil têm apenas 1/4 do tempo para realizar os trabalhos extraclasses, porém os mesmos contam com um professor auxiliar. “Nós fizemos tudo aquilo que estava dentro das possibilidades do município na aplicação desse um terço. Mas foi um avanço termos conquistado esse tempo para todos os professores do Ensino Fundamental”, disse.

Para a professora Franciane Arruda, que trabalha em apoio à gestão na SME, a medida só traz benefícios ao corpo docente e discente. “Em um tempo em que as escolas não são mais atrativas para as crianças e jovens, a destinação deste tempo para o corpo docente estudar e pesquisar métodos mais dinâmicos para tornarem suas aulas mais atrativas só beneficia a todos. A ação veio em boa hora”, avaliou.